18 de junho, 2005

Teatro na Casa Amarela

Apresenta-se A Cibernética, até ao dia 30 de Junho (4a a Sábado, 22h). O local é o ESPAÇO ATMOSFERAS/CASA AMARELA, na rua da Boavista (entre o Cais Sodré e Santos), 67.

A peça é da autoria de Possidónio Cachapa.

informações em acibernetica.blogs.sapo.pt

Escrito por jm às 22h50... | Comentários (0)

4 de janeiro, 2004

o caracal

seria tão simples não acrescentar nada ao vazio da esperança. melhor, seria tão mais simples fazê-lo. esperar que o mundo nos invada num telefonema. que nos toque, qual pérola negra numa sociedade com sonhos mínimos. o caracal está ainda em cena. aproveitem!

Escrito por jm às 21h33... | Comentários (0)

7 de novembro, 2003

vi ri a(c)to

fosse eu crente e diria "Endovélico me proteja desta gente e deste teatro!", mas provavelmente não fiz sacríficios suficientes.

As críticas sobre a minha estreiteza de visão do teatro já ameaçavam o bom senso: mas se afirmo que os preços importam-me, a qualidade é determinante.

Ofereceram-me bilhetes para ontem. Ontem, depois de uma reunião, lá fui para o Trindade, ver uma peça em dia de lotação esgotada, os preços são a 13euro. Apesar de estar mais curioso com "9cento", as borlas são para ser aproveitadas, e fui ao Teatro da Trindade assistir a "Viriato".

Vou comentar brevemente o texto da peça, e este é um ponto relevante na minha crítica, uma vez que o texto é base de trabalho de todos os intervenientes: encenador, actores e patrocinadores (kidding!). Um texto pode ser razoável e haver um trabalho fascinante da companhia e do encenador - o exemplo para mim é "O meu Blackie" de Arne Sierens nos AU, que deram forma soberba a um texto fraco.

Considero o texto ouvido, ontem, como mediano. Não tive oportunidade de ler o livro de Freitas do Amaral, onde poderia, talvez, retirar mais substância dos conteúdos e da investigação do autor. Para ler uma excelente história romanceada de Viriato, aconselho o livro de João Aguiar, "A Voz dos Deuses".

Tenho a certeza, contudo, que ao ler o livro - eu não sou daqueles a quem são oferecidos livros :( pelas editoras - conseguiria extrair mais sentimento, menos plasticidade e robótica dos diálogos e das narrativas, do que os actores em palco.

Fiquei paralisado ao ver-me ensaiar os discursos possíveis às minhas futuras namoradas na primária... eu não conheço a maioria daqueles actores de outros trabalhos... mas, ó infelizes, toquem-se!

Dei por mim a chorar a rir, controlando o som do riso (gargalhada), numa das partes que deveria demonstrar sensibilidade e puxar para a comoção: a declaração de amor entre duas pessoas... eles tentaram imitar um filme do tipo "o monte dos vendavais"... mas, ó infelizes, espero que a vossa vida real seja um pouco melhor!

Apesar de um quarto da sala do Trindade ter ficado vazia após o intervalo, fiquei até ao fim, para que os meus críticos me não acusem de pouco resistente...

Foi interessante verificar que o público atento desta peça tinha momentos únicos de humor: sempre que o mesmo chefe de uma tribo apelava a Viriato que às vitórias fossem concedidas as violações das mulheres, o público ria-se... mas ria-se à vontade... nada comedido - penso que isto revela, e bem, o tipo de público...

Não gostei... agradeço a oportunidade que me foi concedida de poder criticar abertamente o teatro feito para massas... lotação esgotada para ver esta coisa... ggeeezzzzz!!!

Escrito por jm às 13h07... | Comentários (4)

23 de outubro, 2003

vou a caminho!

vou ver o T1.

Escrito por jm às 19h42... | Comentários (10)

13 de setembro, 2003

a festa já começou

Miguel Borges em A Festa, de Spiro Scimone

Escrito por jm às 02h07... | Comentários (0)

6 de setembro, 2003

Artistas Unidos no Teatro Taborda

Lisboa volta a acolher as produções dos Artistas Unidos. No próximo dia 11, no Teatro Taborda, estreiam duas peças: A Festa e Victoria Station, ou seja, Spiro Scimone e Harold Pinter!

De 11 de Setembro a 12 de Outubro estas duas peças vão encher o Teatro Taborda, o teatro e a sala de ensaio! Preços: 8 Euro e 3 Euro, respectivamente. Consultem os links.

Reservas através do telefone 21 8854190.

Teatro Taborda

Escrito por jm às 23h08... | Comentários (1)

6 de agosto, 2003

última hora!!!

última hora!!! Artistas Unidos assinam contrato! Faço cópia da notícia, para que se não perca nos arquivos Plus do Público

O CONTRATO

Quase um ano depois de terem saído do edifício d'A Capital, no Bairro Alto, os Artistas Unidos assinaram o contrato que lhes permite apresentar a partir de Setembro os seus espectáculos no Teatro Taborda, em Lisboa, onde vão ficar até Julho de 2005. "Fiquei muito contente por ter sido finalmente assinado o contrato e começar finalmente a pensar em peças", comentou ontem à tarde Jorge Silva Melo, director da companhia, depois de celebrado o contrato com a EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural da Câmara Municipal de Lisboa responsável pela gestão e conservação dos espaços culturais camarários). Os Artistas Unidos estreiam o espaço a 11 de Setembro com "A Festa", de Spiro Scimone, e "Victoria Station", de Harold Pinter, e com a inauguração de uma exposição de Sofia Areal, um programa que "continua o projecto d'A Capital". Mas há "algumas surpresas": Silva Melo vai encenar em Outubro "T1", peça de José Maria Vieira Mendes, em Dezembro será apresentada a encenação de "Terrorismo", dos Irmãos Presniakov, com Glicínia Quartin e Isabel de Castro e a peça do dramaturgo irlandês Anthony Neilsen, "Agrafes" (título provisório). 2004 começa com um espectáculo inesperado: o realizador Alberto Seixas Santos dirige Sofia Aparício em "O Caracal", da holandesa Judith Herzberg. A cedência do Taborda, segundo o contrato, está dependente da conclusão das obras de reabilitação d'A Capital, efectuadas pela CML, ou da possibilidade de a autarquia encontrar "outro espaço alternativo". Os escritórios da companhia vão continuar a ser em Campo de Ourique, espaço partilhado com a RE.AL, Ilusom, APA, o Meu Joelho, grupos que estavam instalados no Bairro Alto.

Por JOANA GORJÃO HENRIQUES
Quarta-feira, 06 de Agosto de 2003
no Público

Escrito por jm às 13h55... | Comentários (0)

4 de agosto, 2003

um pouco de teatro



sou um homem feliz, pensou para ele mesmo. sou um homem contente, determinou o pensamento. a felicidade é um símbolo sem credo, sem rosto... não existe. John entra na sala. Ron, sentado junto da secretária, fuma olhando a janela.

John - bom dia. deixaram-me vir, hoje. esta sala está vazia, como consegues permanecer aqui?

Ron - deixaram-te sair, estou a ver. deixaram-te sair e, quando chegas, questionas a minha permanência numa sala nua. que interessante. e vão deixar-te voltar?

John - que pergunta, Ron! que fizeste às coisas que aqui estavam? os candeeiros de pé, as cadeiras... o aparador?

Ron - estão no teu quarto. não preciso delas. preciso apenas de uma secretária, duas cadeiras e de muito espaço.

John - por momentos pensei... pensei que as tivesses deitado fora...

Ron - que ridículo, John! o futuro é tão incerto. as minhas necessidades podem mudar a qualquer instante. que vieste cá fazer?

John - vim ver-te. vim por tua causa.

Ron - e porque perguntas pelas coisas da sala, e não perguntas por mim?! sabes que as coisas a mim não me importam. as coisas não sofrem mutações.

John - importa-te o quê?

Ron - importam-me as acções. o que cada um faz para podermos ser mais contentes.

John - diz-me então, como estás?

Ron - estou bem. tenho bebido mais do que o suficiente, para me manter ébrio o maior tempo possível. mas sem me exceder, de modo a poder continuar ébrio e a beber... numa letargia física que me dê uma realidade virtual de quase-felicidade.

John - e não poderás ser feliz sóbrio, Ron?

Ron - ninguém é feliz! ninguém chega lá... e os que pensam que chegaram, não fazem mais do que enganar-se. esses deviam vir para aqui e sentarem-se uma tarde nesta sala, a ver o pôr do sol sobre os telhados da cidade. porque vieste?

John - vim para te ver. para estar contigo, queres que vá?

Ron - não, fica. acompanha-me e bebe um copo do que quiseres... água só na torneira. [pausa para acender um cigarro] nõo tenho pensado em ti, John. fazes-me bem quando estás longe. consegui, finalmente, compreender o facto de que a solidão é o meu estar favorito de viver. amei-te. e, ainda te amo. mas isso não me obriga o desejo de ti. nem da proximidade.

John - gosto de ti, sabe-lo. não tivemos vida enquanto estivemos juntos. és demasiado fechado para que qualquer pessoa te entenda... ou, perceba. estás doente e não sabes como lidar com esse estado. estás doente e afastas tudo e todos. foi tão triste assistir à derrocada dos sonhos que edificamos juntos... mais triste, porque não passaram de sonhos... nem a raiz da realidade deixaste crescer. Ron, amei-te! perdeste o momento em que te deixei de amar. não estavas cá. estavas enfiado no buraco onde o teu silêncio cresceu e te aprisionou. a ti, Ron, que sempre ansiaste pela liberdade... podias ter feito mais por ti. poderias ter sido mais contente, Ron. sempre que saímos com outras pessoas... falavas... porque nunca aplicaste a ti o que disseste aos outros para fazerem? com eles funcionava muitas vezes. nunca acreditaste em ti! és, para ti mesmo, o primeiro mentiroso.

Ron aplaude, batendo fortemente com as palmas das mãos, sorrindo com o cigarro na boca.

Ron - muito bem. muito bem. John, por muito perto que estivesses, a solidão sempre foi a minha verdadeira companheira. traí-te com ela. tentei acreditar numa possível normalidade. tentei crer numa vida com elementos tangentes à normalidade social. ter um amor, viver com esse amor. traí-me! eu não sou integrável no socialmente normal. ao criar essa normalidade tornei-me anormalmente estúpido, anormalmente idiota... as minhas tangências resultaram numa anulação... o meu amor por ti, não podia ter sido vivido assim. dentro de padrões definidos. traí-nos...

John - queres que cozinhe?

Ron - era simpático! não sei o que tenho por aí. se conseguires fazer algo.. poderíamos almoçar... se não mando vir qualquer coisa de fora, da tasca.

John vai para a cozinha. Ron segue-o com o copo de Baileys na mão e um cigarro apagado na orelha.

John - pelo menos manténs alguma limpeza! os teus traços mais indeléveis mantêm-se.

Ron - quais traços?

John - sempre gostaste de alguma limpeza... e arrumação.

Ron - sempre precisei de espaço! as coisas acumuladas em determinados pontos enchem-me o espaço. sabes disso! preciso de poder olhar para longe, sem obstáculos.

John - acreditei, um dia, que era assim que sonhavas! depois, percebi que era a tua realidade a impor regras. as regras da casa. nunca admitiste haver regras, pois não? preferiste silenciar o teu desagrado pela minha maneira de estar e fazer as coisas... e enfiaste-te num buraco! tens a certeza de quereres que cozinhe, Ron?

John vai à despensa e traz salsichas e um pacote de batatas fritas.

Ron - sim, por favor. não estou em condições de mexer em nada. tentei escrever, ontem! mas mais uma vez não passou disso. dum brilho nos olhos, ofuscado pela rápida conclusão de que não seria mais do que um brilho solitário! passo mais tempo a rabiscar e a ignorar o papel branco sobre a secretária, do que a pensar ou a ler.

John - deixaste de ler há tanto tempo. deixaste de escrever... não me lembro quando foi... foi...

John abre o frigorífico e tira de lá ovos e bacon.

Ron - ... foi tão triste quando deixei de escrever... quando deixei de acreditar. todos me confundiam com eles mesmos... e entre eles se confundiam... devem continuar a a fazer o mesmo, nas suas reuniões, e acham-se todos iguais nas suas incapacidades... e quando estavam comigo, quem quer que fosse, sempre elogiaram ou denegriram os outros, os ausentes, que faziam e aconteciam... e nunca me disseram nada.

Ron bebe o resto do Baileys de uma só vez e acende o cigarro com um fósforo.

John - é tarde. vou mexer uns ovos e fritar bacon e salsichas. comemos com estas batatas.

Ron - sabes, John, amo-te. no meu silêncio compreendo que te magoei, mas sei que te amo... só que não dependo desse amor para viver. sinto-me bem por te amar.. sinto-me bem por te teres livrado de mim..

John - magoaste-me. mataste-me. mataste a pessoa que eu era. aquela que te reconhecia enquanto pessoa... tu o monstrinho idiota... que falava e fazia história numa conversa... que não era recordada para além daquele presente... e secaste por dentro, por não veres os outros acreditarem em ti. morreste, tu também, por não creres possível acreditares sozinho em ti! és demasiado infantil nas tuas crenças. acreditas no bem e só fazes mal a ti mesmo. como tu disseste, traíste-me e traíste-te. e o pior foi o silêncio em que te enterraste.

Ron olha pela janela da cozinha e sorri.



texto apresentado no Estrela Hall
este post é partilhado com outro blogue.

Escrito por jm às 16h41... | Comentários (0)

7 de julho, 2003

artistas unidos editam Teatro

Depois da leitura de contos durante os dias da Feira do Livro de Lisboa, os AU presenteiam-nos com novas aventuras no universo do teatro contemporâneo.

Livrinhos de Teatro é uma colecção com selo dos Artistas Unidos! Os dois primeiros volumes têm lançamento durante o Festival de Almada e oferecem textos de Spiro Scimone e Antonio Onetti.

O primeiro volume reúne três peças de Scimone: Nunzio/ Café/ A Festa. As duas primeiras já representadas pelos AU e a terceira a estrear no Citemor, a 25 de Julho, estando assegurada a sua representação em Lisboa, no Teatro Taborda, pelo ínfimo espaço temporal que são os dias entre 4 de Setembro e 12 de Outubro.

O segundo volume, que tem o apoio do Instituto Cervantes, revela-nos Antonio Onetti, escritor andaluz, e é uma antologia das suas peças, incluindo A Rua do Inferno, que vai estar em representação durante o Festival de Almada, sob o nome original La Calle Del Infierno pela companhia ¡Valiente Plan!, a 11 e 12 de Julho, no Teatro Municipal Maria Matos.

No prelo está já o terceiro volume desta colecção, previsto para Outubro, com a peça San Diego de David Greig. A edição é de pequeno formato com valor único de €7 cada.

Escrito por jm às 23h16... | Comentários (0)

4 de julho, 2003

Teatro de Fogo

Teatro de Fogo em Lisboa, no Estádio do INATEL no Parque de Jogos 1º de Maio.

  • Insect, Titanick, 4 de Julho, 22h00
  • Veles e Vents, Xarxa Teatre, 5 de Julho, 22h00
  • Humanity Experience, Visitants, 11 de Julho, 22h00
  • Tambor Mecânico, O Acaso, Espectáculos, 12 de Julho, 22h00

    BILHETES À VENDA: .9 - Associados; .10 - Não Associados

    Informações aqui e Reservas: Seg. a Sex. das 10h00 às 18h00, tel. 210 027 150
    Lotação limitada

    Escrito por jm às 10h47... | Comentários (0)
  • Teatro, em Almada...

    Teatro, em Almada... quem possa ir, que vá!

    Festival de Almada de 2003

    Escrito por jm às 09h20... | Comentários (0)

    18 de junho, 2003

    Artistas Unidos, ao serviço do público

    No último dia da 73ª Feira do Livro de Lisboa, o último conto da série O Nariz e outros contos, foi lido pela Joana Bárcia no auditório. Como sempre, Jorge Silva Melo, o director dos Artistas Unidos, esteve presente.Artistas Unidos
    Jorge Silva Melo
    Uma amiga minha levou o livro Deixar a Vida, uma antologia de crónicas e apontamentos de Silva Melo, para o autografar. Esperamos que Jorge Silva Melo se despedisse de várias pessoas, que o ajudaram e geriam o auditório durante as leituras. Dirigimo-nos a ele, e pedimos que partilhasse um pouco do seu tempo connosco. Autografou o livro e perguntei: "como estão os A.U.?" - pergunta um pouco retórica, mas que resolveu bem o quebrar do gelo entre três espectadores assíduos dos A.U. e o director do grupo.

    A resposta foi simples: "Mal! Muito mal!". Ficamos a saber que o grupo se está a desagregar por falta de objectivos comuns. Senti-me triste e pensei na fúria com que o público d'A Capital rejubilava o seu aplauso no fim de cada peça. Como Baal foi recebido no S. Luís. E, como cada encontro com Jorge Silva Melo, na rua, me fazia dizer-lhe "Olá!".

    Ficamos a saber de reuniões com elementos da hierarquia da câmara, cujas datas não são respeitadas... reuniões que nunca chegam a acontecer... sem que seja dada qualquer justificação. Disse-nos Jorge Silva Melo que a ida para o Teatro Taborda acabou por ser uma farsa, ofereceram um mês - Silva Melo apresentou um projecto de dois anos. Aguardava, para segunda-feira, dia 16, um contrato, cujo conteúdo não conhecia... terá recebido o contrato?

    No primeiro dia da feira, Silva Melo cruzou-se com Santana Lopes, presidente da edilidade lisboeta, Santana Lopes pareceu irritado e aborrecido quando confirmou com Silva Melo a inexistência de soluções postas em prática. Ali mesmo, se dirigiu a uma Vereadora e à administração do Teatro Taborda, exigindo um resolução. Do Teatro Taborda soube-se que existem compromissos que não podem ser alterados... "Quero os Artistas Unidos no Teatro Taborda!", afirmou o presidente: a ver vamos. Fica no ar a dúvida de quem está a impedir a boa resolução do assunto na câmara de Lisboa: Santana Lopes está a ser pressionado por figuras próximas do PSD, ligadas à cultura. Mas as hierarquias intermédias, espelho duma função pública horrenda e burocrata parece ser a certeza da incerteza deste grupo.

    Perguntei: "e as ligações internacionais?". "Ainda esta semana perdemos mais uma!" Jorge Silva Melo sorri com a ironia da vida, porque não vale a pena chorar.

    Escrito por jm às 22h22... | Comentários (0)

    30 de janeiro, 2003

    a sombra de Mart

    a sombra de Mart, de Stig Dagerman

    a sombra de Mart, de Stig DagermanEsta peça de teatro, a terceira, segundo consta, de Stig Dagerman foi encenada pelo Teatro do Bairro Alto em 1999 e editada pela Cotovia em Julho do mesmo ano, numa edição de 1000 exemplares.

    "A sombra de Mart" é uma peça em três actos, cada um com dois quadros, que se desenvolve em torno de Gabriel, um anti-herói. Como sempre, o medo é um dos principais temas abordados por Stig Dagerman, que neste caso nos vem inserir num espaço de pós-guerra. Após a retirada dos alemães de uma cidade sueca, Madame Angélica é uma senhora que ama o seu filho acima de todos as outras pessoas, o seu filho morto Martim, e Gabriel, também seu filho, é permanentemente comparado a Martim, vivendo sobre o jugo da repressão verbal. Teresa é a amante que Madame Angélica não se permite ser.

    Uma peça sobre a ascensão e queda do anti-herói, onde nos é revelada a importância da cobardia e da coragem, e de como a coragem pode ser a imagem hipócrita que esconde a pura vontade de matar. De como o feio e fraco será sempre o inverso do forte e belo, na vida e na morte.

    Uma história feita de gente real, com a qual Stig Dagerman fez mexer algumas regras da dramaturgia. A peça tem um desenvolvimento claro e rápido ao longo dos primeiros cinco quadros, onde toda a relação entre personagens é facilmente acompanhada pelos planos visuais dados pelo autor, contudo, o último quadro é um monólogo de 28 minutos (segundo as notas finais desta edição), o que veio inflamar os críticos da altura de estreia da peça, que realçaram a impossibilidade de ultrapassar génios dramaturgos que não compunham monólogos superiores a seis minutos.


    A leitura deste livro é fácil, leve e perturbante pela sua intensidade. Uma injecção de repúdio pelo mundo miserável, que vemos mais uma vez aproximar-se da guerra por vontade própria, por uma coragem falível num persuposto: a vontade de matar!

    Escrito por jm às 10h48... | Comentários (0)

    3 de janeiro, 2003

    apontamento para diálogo: tu e eu

    tu - estavas a falar dele? ou era eu que estava a falar dele?

    eu - quando?

    tu - lá embaixo, antes do fulano ter chegado!

    eu - não me lembro. não é importante. ele não é importante. já não é importante.

    tu - que foi isso agora? tantas vezes te quis perceber que perco a capacidade de te entender à primeira e preciso que me expliques o mais ínfimo pormenor para ter um ponto de ordem na minha cabeça.

    eu - não foi nada...

    tu - sempre soube que o amor é dúbio quando somos imprecisos sobre a vida. quando não acreditamos que alguém nos possa amar é quando amamos mais e mais pessoas diferentes. corpos diferentes. e todos importam em determinado momento. acabamos também por descobrir que o nosso amor acaba por ser um sentimento tão forte que o direccionamos e o contemplado com a nossa presença é, enfim, aquele que nos disse sempre, sempre, sempre que nos ama e sobre isso tinhamos dúvida e sobre isso achavamos que era uma piada de muito mau gosto. ninguém nos ama. só nós amamos. ninguém. toda a gente.

    eu - dizes tanta coisa. e de tudo o que dizes é tudo o que me apetece vomitar na sanita e puxar o autoclismo. falas de nós como se fossemos iguais e tu não és nada igual àquilo a que eu sou igual. vai fazer considerações para outro lado. não quero saber do que dizes. e não digas nós se esse nós és tu e eu.

    Escrito por jm às 14h49... | Comentários (0)

    22 de dezembro, 2002

    "DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA" JÁ FIZERAM FILHOS

    li recentemente uma intervenção do Jorge Silva Melo, de 11 de Novembro de 2000, entitulada «"DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA" JÁ FIZERAM FILHOS»; um manifesto de 15 páginas onde se concentra o pensamento na realidade cultural de um país sem rumo, que se não desafia e não sabe.

    «DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA» JÁ FIZERAM FILHOS, intervenção de Jorge Silva Meloescreve JSM «Nestes últimos cinco anos saímos da "direita mais bronca do mundo" [...] como os seus Santanas [...] não direi para a "esquerda mais inteligente do mundo" mas pelo menos para a Bárbara Guimarães». Soubesse JSM quão horríveis iriam ser os dias de 2002 e teria, provavelmente, escrito qualquer coisa como: «E há-de voltar o bronco e destruir por todos os meios a vida cultural que construí», como se estivesse escrevendo um livro do apocalipse.

    não acredito que JSM escrevesse isto, mesmo que o pudesse adivinhar, apenas e só, porque a vida cultural dinamizada n'A Capital deixou vontades, ainda acordadas.

    entretanto, ainda na missiva que referi, JSM reinvidica para a cultura e para os elementos vivos da mesma (todos os que dela participam, criadores ou fruidores) a existência da dúvida, a dúvida permite pensar e questionar "as coisas". (este é um tema que me é especialmente querido.) escreve ele: «O que é a cultura precisamente a não ser a dúvida?»

    JSM coloca também a seguinte premissa em análise: «A cultura é uma nova fé. E começa a mover tantos interesses económicos como noutros tempos mais singelos a religião moveu.» e antes tinha escrito que «Não se discute a cultura como não se discute Deus.»

    a estagnação cultural portuguesa não existe, digo eu, o que existe é uma limpeza de qualquer vestigío cultural que possa "poluir". não temos lugar a uma relatividade mental e corpórea própria, sendo mais extensamente propangandeada a cultura do nulo e do seguidismo.

    em substituição plena do tríptico salazarista, JSM oferece-nos «Cultura, Europa, Lusofonia», num gesto de ironia e para não ser mais rude do que já é considerado.............

    -- a edição deste manifesto é da responsbilidade da Abril em Maio --
    (this won't be continued)

    Escrito por jm às 12h07... | Comentários (0)

    13 de dezembro, 2002

    na Culturgest

    o encarregado, de Harold Pinter - à esq Américo Silva, à dir. Jorge Silva Melo o encarregado, até 14 de Dezembro na Culturgest
    na Culturgest, o sacrifício de levar a vida como se pode.

    talvez seja já tarde para vos dizer "vão ver!" mas haveria dúvida? claro, se não souberem quem são os Artistas Unidos ou Harold Pinter. não serei a melhor pessoa para vos prestar esclarecimentos sobre teatro. o que sei é emocional e sensorial, a pele de galinha talvez seja o mais comum nestes tempos conturbados da vida portuguesa.

    culturalmente espoliados, os portugueses nunca precisaram de se estender ao sol e ver nascer as couves. culturalmente espoliados, os portugueses cantam lamúrias de desassossego. culturalmente espoliados, os portugueses não são nada.

    agora, que definição dar a esta cultura que afirmo espoliada? deixo então a ideia de que esta cultura não é a que faz deste país uma nação nas bocas bem tratadas dos políticos. a cultura de que falo, é erecta no desenvolvimento do pensamento e conhecimento enquanto pessoa ligada a outras pessoas, não só numa estrutura complexa de relações de produção de riqueza material, mas também numa cadeia ainda mais complexa da produção do efémero momento da descoberta do conhecimento e da partilha do mesmo.

    este é uma país espartilhado por várias influências culturais: o sr. Arcebispo de Braga não tem ("graças a Deus!", diria ele) a cultura de base de que eu usufruo; o sr. Santana Lopes terá uma qualquer cultura da ignorância e faz questão de exterminar por todos os meios a eventualidade de as outras culturas co-existirem com a sua ignorância, deixando nos anais da política a intenção expressa de criar standards de cultura.

    esses standards tendem a ser pagos a peso de ouro - cOltura de elites - ou a serem distribuídos gratuitamente - cOltura popular. nestes últimos incluam-se as marchas populares (tradição com mau cheiro e sarna, herdada do tempo populista do sr. Oliveira Salazar), as festas das TV e os choradinhos pimbas de sorriso nos lábios em todos os palcos políticos.

    e no meio desta azáfama na destruição da eventualidade de alguém ter ideias ou imaginação e as querer transmitir, existe gente nas ruas sem saber nem lhe interessar, se soubesse, a merda que estou aqui a escrever: que nunca lhe levará comida à boca nem calor ao corpo. mas, existe outra gente que escreve e revela que gente é essa para outra gente que não sabe...

    agora, se tiverem vontade e liberdade, assistam a esta magnífica peça o encarregado e vão perceber tudo o que escrevi ainda melhor.

    Escrito por jm às 02h23... | Comentários (0)

    22 de outubro, 2002

    prometeu - rascunhos

    prometeu - rascunhos, de Jorge Silva Melo

    prometeu - rascunhosrapaz das obras - Mas porque é que estão tão tristes... a mim disseram-me que era uma festa, falaram-me da liberdade, falaram-me do fogo, de roubar o fogo aos deuses... não estou a perceber...

    Este livro é um poema feito teatro. Continuamente, um poema dividido em cenas e espectáculos em si mesmos suportados.

    Os textos neste livro estão em tensão/diálogo com o leitor/espectador. Responde, o livro, mais cedo do que se pensaria, ao leitor, sabendo nós que o livro não reflecte nem improvisa um momento diferente daquele em que foi concebido - talvez esteja a fechar a escrita ao escritor... mas ao leitor cabe tão só a gigante reinterpretação dos momentos.

    Jorge Silva Melo, dramaturgo, encenador, escritor, artista, está triste, para além de descontente e insatisfeito, está triste com o mundo dos deuses que não existem - mas mostram e demonstram poder, subjugando todos os mortais (ignorantes, saudavelmente felizes). Nos momentos cruciais, em que o melhor pareceu possível, o poder e ânsia por ele, fez sucumbir homens e mulheres às mãos dos deuses - mortos pelos homens e mulheres.

    Jorge Silva Melo revela-nos a sua aspereza perante uma sociedade que vive de derrotas consecutivas sem se aperceber delas, permanecendo em ignorância e atravessando os tempos num contínuo de festejos de momentos significativos mas sem geração de frutos maduros, pelo contrário: atrofiados por degeneração de ideais e transformações convenientes das ideias.

    Este livro deixa em aberto a esperança de um teatro que pensa em conjunto com a sociedade.

    a água que bebemos
    a água que é o nosso corpo
    é merda que nos mata
    dia a dia nos mata


    Escrito por jm às 03h08... | Comentários (0)

    2 de setembro, 2002

    Carta a Santana Lopes


    Assunto: Artistas Unidos - www.artistasunidos.pt

    Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa Pedro Santana Lopes

    Não me parece de todo interessante silenciar actos pelos quais sinto repúdio!

    O Teatro Paulo Claro, A Capital, sede da companhia de teatro Artistas Unidos e outras, foi encerrado pela polícia após um parecer dos bombeiros, salvaguardando a segurança do público, e por ordem da CM Lisboa. Foi encerrado sem aviso prévio, para desnorte da companhia! Foi encerrado ao mesmo tempo que o director da companhia estava em reunião com a CML, talvez para gozo e risada de alguns.

    Agora, eu manifesto-me - talvez insuficientemente - e não vou calar a barbárie de atentar contra um dos pólos culturais mais importantes deste país. Se me chamarem anarca - acho que chamaram -, penso que deverá ser por a CML estar a ter um padrão interessante de actuação: primeiro os Okupas depois os Artistas Unidos.

    A não preparação e não negociação atempada de espaços pode levar à extinção dos AU. Nunca mais me esqueci duma entrevista de Jorge Silva Melo, em que revela que caso perdesse esta companhia e fosse impossibilitado de trabalhar, deixaria o teatro para sempre. Certamente, tudo se resolverá, mas não calarei o tempo em que a cultura é limitada por marchas populares e festas nas docas: faz-me lembrar descrições dum tempo que felizmente não vivi nem quero viver, nem deixarei que se instale sem berrar bem alto: ESTÃO A LIXAR-ME! ESTÃO A FODER-ME! E TANTOS AÍ QUE OS DEIXAM E ATÉ GOSTAM!

    O sr. Presidente da CML fez muitos amigos durante a sua Secretaria de Estado da Cultura, fez os amigos certos diria eu: os que fornecem a cultura básica que agrada a careados e aos que lêem a Caras! E veneram a pink e as derivações dela! Essa cultura básica agrada à maioria, mas sabe o sr. Presidente que a cultura de um país se reduz a isso quando está orgulhosamente só!

    O sr. Presidente quer renovar e garantir a segurança do público! Eu aceito tal como bom juízo, mas... o melhor é esvaziar os prédios em volta d'A Capital, porque são muitos e com menos portas!

    Sr. Presidente, espero que a CML tenha a boa vontade de sair desta situação com o agrado dos que querem trabalhar para uma Lisboa - e um país - culturalmente melhor. Por mim, espero que da CML haja respeito também pelos contribuintes, pois os AU são patrocinados por nós... e gostaríamos de ver esse dinheiro emprege... e não simplesmente perdido.

    Ah! E sr. Presidente, até lá eu vou continuar a berrar, para já: URGÊNCIA NA NEGOCIAÇÃO COM OS ARTISTAS UNIDOS! A CULTURA NÃO ESPERA!

    Os meus melhores cumprimentos,

    Escrito por jm às 15h56... | Comentários (0)

    10 de agosto, 2002

    apontamento:

    - bom dia, júlio.
    - bom dia.
    - nunca dizes o meu nome, júlio! quando falas comigo, nunca dizes o meu nome.
    - porque haveria eu de te dizer o teu nome? tu sabes o teu nome! sabes que eu sei o teu nome e só estamos aqui nós dois, não está aqui ninguém que o não saiba.
    - gostava que o dissesses... às vezes, pode ser, júlio? é como um carinho. ouvi-lo vindo da tua boca é...é tão bom como estar no areal ao fim da tarde e ouvir o mar a rolar as pedras.
    - não te prometo nada. talvez... sabes que se o fizer por obrigação é capaz de soar mal e tu já não gostares.
    - ora, júlio! também não te queixas de eu dizer o teu nome! tu sabes o teu nome e parece-me ser mais óbvio tu saberes que eu sei o teu nome do que eu saber que tu sabes.. afinal, eu digo-o!
    - nunca te obrigarei a não dizer o meu nome ou a ser diferente daquilo que és. a nossa relação não depende disso.
    - não depende disso, é verdade. dormiste bem, júlio?
    - sim! e tu?

    Escrito por jm às 13h26... | Comentários (0)

    16 de julho, 2002

    Não opinar sobre "coisas"

    Não opinar sobre "coisas" tem por razão um certo receio de o não saber fazer da melhor forma... vou arriscar uma breve lamúria sobre um exercício teatral que já não está em cena! Assim, protejo-me de quem não viu e como quem viu não me lê - porque eu não existo - estou imune a todos... sou como a peste, imune à cura!

    Na passada Quinta-feira, dia 11, desloquei-me, curioso, às caves do Liceu Camões! Gentilmente informado de que ali se executava um exercício de finalistas dos cursos de Formação de Actores/Encenadores e Realização Plástica do Espectáculo da Escola Superior de Teatro e Cinema - a bem dizer, uma chama que arde na minha escrita ficcionada... imagens!

    LA RondeA curiosidade residia em ver novos actores actuar! Senti-los como são: novos, perante a minha parcialidade face ao teatro: eu gosto da rudeza da vida real representada pelos Artistas Unidos e, algum, experimentalismo que surge em breves momentos!

    parêntesis: não considero que a nudez constante em qualquer peça seja um acto de libertação humana e redentora perante as regras sociais. desde pequeno que a minha mãe me pergunta: porque não andas tu nú por aí? ... ela pergunta isto porque eu abomino roupa e que me chateiem por andar vestido como eu ando... dizem que mal! :fim de parêntesis

    Voltando ao cerne! La Ronde de Arthur Schnitzler (do original Reigen, escrito em 1896), foi adaptada pelo grupo de finalistas a partir de traduções já existentes de Eduarda Dionísio e Pedro Penim. Muito bem!! e...?

    As caves estavam limpas! Bem arranjadas com vários cenários simples mas bem cuidados e com jogos de luz que os escondiam ou revelavam à medida do tempo da peça! Uma floresta negra de plástico rasgado pendurado do chão do liceu! Quartos: intímo, de marido e mulher, ou lascivo, com cama de acrílico, de artista amada por todos sem amor futuro! Restaurante e casas de alterne! tudo isto num espaço negro e só nosso! O colectivo da peça realizou todo o esforço físico de preparação da peça em todos os pormenores, empenhou-se para empreender o seu teste final na escola! Tivemos música ao vivo durante a peça... iluminando o que houvesse ainda de sombra naquele lugar negro!

    A peça!! Dizem-nos na apresentação escrita que o "texto está estruturado dramaticamente em dez sequências entre cinco homens e cinco mulheres, em que cada uma delas termina com um parceiro encontrando-se com um novo, criando uma cadeia bizarra de encontros eróticos". Ora, nós assistimos à actuação de dois actores: Maria Gil e Ricardo Gageiro, que personificaram essas personagens ansiosas por uma amor qualquer vago e sem sentido numa época vaga e sem sentido, como a nossa e todas as outras antes da nossa, porque o amor é o sexo que dele se faz! As paixões grandiosas conquistadas a meninas pobres ou a púberes meninos ansiosos por se medir com leões velhos e/ou acomodados ao ritual do casamento social: sou casado com a minha mulher e fodo a minha amante!...

    Neste quarto e penúltimo dia de actuação, o desempenho dos novos actores foi febril, decorreu a uma velocidade entusiasmante e as suas figuras humanas cresciam em nós mais que as diferenças das personagens que foram interpretando. Com um texto bem estruturado e cheio de subjectividades - de acordo com as artes do amor -, apresentaram-nos uma faceta da vida recriminada e recalcada por muitos: a procura do amor verdadeiro em partilha com o sexo e o prazer, que em vez de envergar os trajes do fim do século XIX podia usar os do início do século XXI.

    O encadeamento bizarro dos encontros está presente, mas o erotismo ficou muito pela rama! Os actores, ou por serem novos ou por não estarem ainda à vontade com esse tal erotismo, não revelaram o prometido. Não que importe ele não ter existido, porque considero as cenas demasiado rápidas para o erotismo se evidenciar e sequer ser necessário.

    Os actores!! Maria Gil e Ricardo Gageiro tiveram um discurso claro e bem re-arranjado nas situações de enganos ou simples engasgos... Mostraram boa forma física e um bom trabalho de percepção um do outro! Partilharam com o público os momentos de riso, não deixando que isso interferisse com o decorrer da peça. As mutações de vestuário e de atitude psicológica das personagens foi bem conseguida, inda que melhor transmitida quando eram mutações para psicologias opostas. Ambos elegantes e gentis de olhar, deixaram no ar a vontade de os ter integrados no mundo do teatro e do cinema e daquilo que eles façam bem e queiram fazer e...

    Pronto.. vou ficar por aqui! A gente vê-se na rua!... A gente vê-se nua!...

    Escrito por jm às 14h01... | Comentários (0)

    19 de janeiro, 2002

    o mais ou o menos...

    o mais ou o menos ou o todo ou o nada ou a incerteza ou a definição.

    ontem, no Teatro Paulo Claro, no Bairro Alto, fui ver a peça O Café, dela retiro:


    se eu fuchasse a purta do quarto, a minha mâin nan saía!


    fora do contexto a frase é ausente de sentido... mas deixo-a aqui para quem viu a peça se poder rir! :) sim, rir!

    Escrito por jm às 13h30... | Comentários (0)