1 de janeiro, 2004

o bravo

índio americano no cinema... eu gostaria de rever este filme realizado por Johnny Depp. vi-o uma vez na RTP 2.


the brave

Escrito por jm às 23h14... | Comentários (0)

11 de dezembro, 2003

Todos os filmes

JOÃO CÉSAR MONTEIRO
Todos os filmes de novo nos cinemas



A Atalanta Filmes presta homenagem a um dos maiores cineastas portugueses e mundiais, autor de algumas das obras mais perturbadoras e fascinantes do sec.XX, com a exibição de todas as suas longas-metragens em Lisboa, no Cinema King, de 12 de Dezembro a 1 de Janeiro, e no Porto, no Cinema Nun'Álvares, de 2 a 8 de Janeiro.

Cinema KING - de 12 Dezembro a 1 Janeiro
Sexta - 12 - 22H00 - HENRIQUE ESPÍRITO SANTO apresenta Veredas
Segunda - 15 - 22H00 - MARGARIDA GIL apresenta Silvestre
Terça - 16 - 22H15 - TERESA VILLAVERDE apresenta À Flor do Mar
Sexta - 19 - 22H00 - FERNANDO LOPES apresenta Recordações da Casa Amarela
Sábado - 20 - 17H00 - RITA BLANCO apresenta O Último Mergulho
Segunda - 22 - 21H30 - ALBERTO SEIXAS SANTOS apresenta A Comédia de Deus
Quinta - 25 - 19H30 - LUÍS MIGUEL OLIVEIRA apresenta Le Bassin de J.W.
Sábado - 27 - 21H30 - PAULO BRANCO apresenta As Bodas de Deus
Segunda - 29 - 22H00 - JOÃO BÉNARD DA COSTA apresenta Branca de Neve
Terça - 30 - 21H30 - VÍTOR SILVA TAVARES apresenta Vai e Vem

Veredas
Sexta 12, Sábado 13
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

Silvestre
Domingo 14, Segunda 15
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

À Flor do Mar
Terça 16, Quarta 17
14H00, 16H45, 19H30, 22H15

Recordações da Casa Amarela
Quinta 18, Sexta 19
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

O Último Mergulho
Sábado 20, Domingo 21
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

A Comédia de Deus
Segunda 22, Terça 23
14H30, 18H00, 21H30

Le Bassin de J.W.
Quarta 24, Quinta 25
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

As Bodas de Deus
Sexta 26, Sábado 27
14H30, 18H00, 21H30

Branca de Neve
Domingo 28, Segunda 29
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

Vai e Vem
Terça 30, Quarta 31
14H30, 18H00, 21H30

Quinta 1
Recordações da Casa Amarela - 14H30
A Comédia de Deus - 18H00
As Bodas de Deus - 21H30
Sextas, Sábados e Segundas também às 00H30

Escrito por jm às 20h40... | Comentários (1)

20 de novembro, 2003

e l e p h a n t

um filme sobre um dos temas mais rodados nas notícias, nos livros e no cinema: Columbine. mas mais do que Columbine, temos o abstracto da loucura das armas nas escola e dos tiroteios e massacres.

neste filme, a história é-me pouco interessante - já fui encharcado por este tema -, e tenho para mim que este filme é mais uma afirmação de que não devemos esquecer... e só espantará quem não ligou muito ou não aprofundou Columbine e outros exemplos antes.

elephant é um filme com uma realização excepcional, revelando todos os momentos das vidas que correm numa escola que aconteceram no mesmo momento temporal. van Sant conseguiu ligá-los de uma forma simples mas excelente.

toda a revelação do dia-a-dia daquelas pessoas, tudo o que fica no ar: as suposições das vidas banais mas diferentes entre si, é feita de modo a irritar e deixar uma semente de pensamento sobre o que nos rodeia... de como a diferença deve importar.... e como para a maioria o que importa é a normalidade...

elephant é um bom filme. um excelente filme.

p.s. - a descobrir no filme a realidade americana do que é uma escola do secundário. algo banal no filme do que para nós... parece ser um centro cultural de última geração.

Escrito por jm às 14h38... | Comentários (3)

16 de novembro, 2003

India Song

a semana passada fui ver India Song. vi pessoas sairem. rirem. vi personagens imóveis. vi paisagens e fotografias. ouvi uma narrativa. India Song pareceu-me um objecto da intelectualidade francesa. 1975. o fim do mundo não acontece. o mundo no seu fim nunca será pacífico. o clímax de uma paixão poderá ser sempre ouvir o ecoar da voz de um vice-cônsul a gritar "Anne-Marie Guardi!" nas ruas. Duras e as suas mulheres elegantes e desejadas por todos os homens... e possuídas por quase todos os homens em amores físicos e permitidos e sociais. India Song. um filme quente com elevado grau de humidade. à beira do Ganges.

Escrito por jm às 19h06... | Comentários (1)

8 de agosto, 2003

one-minute movies

são motivo de orgulho e notícia! Chaque mini-film sera diffusé en prime time, entre deux pubs ou quand une émission finit un peu à l'avance, pode ler-se no Le Monde. E tudo acontecerá na NBC.

Escrito por jm às 03h01... | Comentários (0)

20 de junho, 2003

VAI e VEM no número 100

VAI e VEM - um filme de João Cesar MonteiroVAI e VEM no número 100. Hoje é dia de estreias! E estreia o último filme realizado por João César Monteiro, falecido em matéria este ano. Com um dos mais interessantes historias do cinema não pimpolho português, César Monteiro poderá ter-nos deixado com o seu melhor filme vivo e ainda quente, para regalo de olhos e mente. Disse Paulo Branco, ontem à noite em entrevista ao Jornal da Noite (?) da RTP2, que este foi o homem que anunciou, nos idos anos 70 do século passado, a ventura de Manoel de Oliveira: «este país é pequeno demais para Manoel de Oliveira» - o que para mim significa menos quanto: «guardarei pintelhos de quantas mulheres amar e quando os rever num álbum vermelho ainda lhes sentirei o gosto», frase minha ao gosto de César Monteiro.

Deixo a sinopse do site oficial do filme:
"João Vuvu, viúvo, sem família, à excepção de um filho que se encontra a cumprir pena de prisão por duplo homicídio e assalto a um banco à mão armada, vive sozinho em casa própria, ampla, soalheira e indiciadora de apreciável abastança, num bairro antigo de Lisboa, situado no sopé do Monte Olivete.

Pouco ou nada sociável, o senhor João Vuvu efectua diariamente o seu passeio no autocarro nº 100, repetindo infatigavelmente o mesmo trajecto: no sentido ascendente entre a praça das flores e o jardim do Príncipe Real e, no sentido descendente, até ao ponto de partida e subsequente regresso a casa. Apenas alguns acidentes de percurso podem episodicamente alterar este quotidiano que parece corresponder à vontade de isolamento do protagonista, à assunção de um exílio que o torna relapso a qualquer aproximação social.

João Cesar MonteiroA casa, onde livros e discos são as únicas companhias de João Vuvu, começa a requerer urgentemente os préstimos de uma mulher-a-dias que, com um mínimo de qualificações, teima em não aparecer.

A saída do filho da prisão e a decepção que o seu desejo de regeneração provoca no pai, irá desencadear uma série de sombrios acontecimentos em que a índole criminosa do protagonista se manifesta e o condena a um destino definitivamente fora da lei e a comunidade.

Salvaguardadas as devidas diferenças, duas referências cinematográficas marcantes: The fatal glass of beer de W.C. Fields e Monsieur Verdoux de Charles Chaplin."

Para saberem mais, prontifiquem o rato por aqui. Onde encontrarão dois excertos do filme - um deles curto e fantástico, com o realizador/actor e Miguel Borges - e fotos e biografia e...

Escrito por jm às 10h08... | Comentários (0)

21 de abril, 2003

as novas estratégias

as novas estratégias do homem enquanto homem, não são novas, são o reformular da sua atitude milenar perante o outro. o outro um seu igual diferenciado. das estratégias de interacção entre homens diferenciados, retira-se um denominador comum: o domínio de um sobre o outro.

poderemos pensar que esse domínio advém do poder que cada um tem disponível. mas, na verdade, parece-me a mim - e não só, mas já lá vamos - que o domínio surge em primeiro lugar, o mais importante, o determinante, da vontade de o exercer.

o que constatamos ao olhar e ver o mundo actual, contemporâneo nosso e de centenas de anos atrás, é que o exercer do domínio sobre o outro encerra também o fim das ilusões, o fim dos sonhos, o fim da vida utópica do subjugado, do dominado, que se deve comportar - de ora em diante - conforme é dito, ditado, pelo dominador, que lhe tirou a sua identidade, pois, se foi dominada, não tem interesse em permanecer.

causa-me, a mim, confusão, que não se perceba as funções de equilíbrio, tão divulgadas e acarinhadas por metafísicas religiosas com raízes... enfim, com raízes em tempos tão recentes, tão carismáticos das suas motivações fundadoras: o domínio de um sobre o outro, em que um tira e o outro abandona. I take, you leave

ontem, vi pela primeira vez o filme Instinto. o seu argumento foi baseado num livro que estimo: Ishmael. o filme trás um movimento de "o bom selvagem" para a nossa contemporâneidade, que pode prejudicar o conceito base: o respeito pela existência de cada outro, porque e só porque, o conceito de "o bom selvagem" é, ele mesmo, uma construção preconceituosa de ver o outro..

Ishmael é um gorila que vive na cidade e que escolhe os seus estudantes. Ishmael ensina a construir uma filosofia de respeito pelo outro, em que o objectivo seria deixar de haver o domínio de um tipo de povo sobre outro tipo de povo. a necessidade inerente para a manutenção da harmonia é esta, cada um dos povos que existe permitir ao outro existir por si, com as suas regras.

depois conversamos... algures.

Escrito por jm às 11h54... | Comentários (0)

5 de janeiro, 2003

Irreversível!

a respeito do filme Irreversível!

Noites Bravas (Les Nuits Fauves), foi para mim um filme de eleição e um marco na interpretação da estética da vida real no cinema da altura... hão dez anos!

Intimidade (Intimité) é uma discussão entre dois seres que se reconstroem num momento importante das suas vidas. Existe neste filme um aprofundamento sobre um tema, deixando noções para excelentes conversas de café.

Irreversível (Irréversible) denota uma intenção semelhante, no entanto, e na minha opinião, peca por esclarecer apenas o assassinato, a violação, as faces de Marcus (completamente egoísta na festa vs extremamente carinhoso em casa) e a gravidez/amor de Alex.

Enunciados desta forma, estes elementos podem parecer muitos, mas os que são aceites como positivos não demonstram realmente nada! São vazios e pouco explorados, não jogando em favor dum equilíbrio, que não julgo que Noé pretenda, entre revolta e harmonia.

Noé revela a justiça humana não humanista. Deixa um véu sobre o humano sexuado contemporâneo, que se encerra em locais de dificil acesso e subterrâneos e lá pratica fantasias que não é capaz de assumir à luz do dia! Deixa um véu e nada mais.

Escapa ao filme a discussão possível sobre o social, sobre o que leva aqueles dois homens a inverterem os papeis no culminar da vingança. O futuro de uma outra mulher num túnel semelhante, seja ali em Belém ou em Madrid ou em... O porquê de alguém presenciar por breves segundos uma violação e fugir.

O filme tem o esqueleto e algumas carninhas...

Este filme discute-se, mas discute-se a cena X ou a Y, se foi assim ou assado... e mais nada...

Os meus parabéns aos actores!

Agora outras questões:
- qual foi o homem que foi morto?
- existe alguma relação entre a cena final no quarto do casal e a violação?
- o frasquinho entra em quantas cenas?

Escrito por jm às 20h05... | Comentários (1)

9 de março, 2002

O Mar

O filme O Mar é um excelente filme de 1999!

Gostaria de saber a razão que levou Paulo Branco (co-produtor) a só agora o apresentar entre nós. O filme esteve em exibição em Maio de 2000 na capital catalã, Barcelona, e por vários motivos não o fui ver - apanho-o agora, tão actual como há dois anos ou como no tempo em que a acção decorre.

O que se possa passar na tela e no âmago da fita é uma descrição do envolvimento entre a dor e o mar numa religiosidade dura e conservadora, com laivos de fanatismo e metamorfose.

A homossexualidade de O Mar não tem importãncia nenhuma! Não é relevante! Ela foi abordada de um ponto de vista natural e aceite por todos na contradição social que ela representa numa aldeia.. numa cidade.. na cabeça de gentes que permitem a sua existência pelo interesse da dávida: receber!

A dor e o sangue, a dor e o mar ... o mar: a quantidade de água de um rio num quadro com um aquário.. uma banheira em que se lavam corpos ansiosos por se exaurirem do passado e do presente... da intransponível concretização do desejo proibido.

Tur, Ramallo e Francisca são crianças simples, crescem entre nós nos dias de hoje, com medos diferentes e fanatismos de cariz semelhante.

O Mar vai estar em cartaz até à próxima quinta-feira, dia 14, no Ávila.

Escrito por jm às 15h07... | Comentários (0)

28 de fevereiro, 2002

ter a certeza de que...

ter a certeza de que os acontecimentos da minha vida são reais deixou de ser algo com que me preocupo.

agir em conformidade com regras e abrir excepções é uma obrigação profissional apenas.

sonhar ou pressupor uma realidade paralela é algo mais atraente e tentativamente útil ao gozo de imagens... não é sonhar algo para o futuro, como em ter esperança... isso não sou capaz; depois de me conhecer o suficiente e ter noção de que, aqui, a regra é a não realização do sonho, prefiro conspirar e criar ilusões mais imediatas e passageiras... que acabam no exacto momento em que a descrição acaba... tudo o mais fica nas outras mentes que presenciaram essa descrição.

um filme de sonhos é um filme que nos revela pelo menos um sonho, e não uma fantasia inalcançavel... e um sonho não tem que ter uma lógica primária e objectiva de princípo, meio e fim... existe por si só, como uma teia sempre em construção.. ou uma árvore com folhas sempre a nascer...

nos últimos tempos, sonhos em filmes não têm faltado: Amélie Poulain, Mulholland Drive e O Gosto dos Outros, mostram-nos modos diferentes de sonhar uma realidade passível de existir.

todos estes filmes nos remetem para pessoas, para realidades comuns.. para ideias de um hoje paralelo... concerteza, nem sempre teremos uma opinião convergente com o que nos é mostrado.. nem sempre saberemos distinguir o nós dos outros... muitas vezes desejaríamos estar lá em vez de aqui!

dos três filmes que referi, a maior ficção encontra-se em Lynch. ao bom estilo aterrador de Twin Peaks (série), o realizador conta uma história de amor e perdição em Holywood (re)vista do além. e neste sonho morto existe um sonho e uma realidade que se transfiguram de uma forma que nos compromete aqui, nas nossas vidas comuns...

Jeunet é mais realista, mais ligado ao ridículo que cada um de nós é, na nossa maneira de ver e admirar o que nos rodeia em imediato. habituado ao seu humor negro, vi-me desprendendo risos por situações de índole naïve... Jeunet soube bem virar o bico ao prego ;)! num ambiente claro e realista, ele, de certa forma, reinventou o sonho de ser capaz de ajudar os outros. e quem presta ajuda não é alguém conhecedor da vida, é uma personagem ingénua quase sem força para se ajudar a si própria... não deixamos de ter a certeza de que ela poderia ser mais adulta e menos enferma na capacidade de antevisão dos resultados das suas acções, contudo isto que acabei de escrever é realidade... não um sonho.

Agnès Jaoui desembrulhou a realidade para nós, os ignorantes! para nós, que achamos que somos os mais certos(!) esta comédia dramática é o reconhecer de que nem todo o público é capaz de assumir e tentar ultrapassar os seus defeitos... e, assim, o filme passa a ser um sonho para muitos! uma realidade paralela... a ignorância de vidas simples é, afinal, mais complexa do que acreditar na mudança intrínseca ao indivíduo.

... para quem desejar: o filme Intimidade já teve o seu lançamento comercial em DVD através da Atalanta, podem encontrá-lo na FNAC.

Escrito por jm às 16h21... | Comentários (0)

27 de janeiro, 2002

abre los ojos




abre los ojos      abre los ojos      open your eyes      open your eyes      abre los ojos



abre los ojos (1997 - 117min) e Vanilla Sky (2001 - 135min)

Notou-se perfeitamente o sim consentido a Os Outros de Alejandro Amenábar por um público fascinado pela beleza fria de Nicole Kidman e o seu papel quente em Moulin Rouge. O filme Os Outros é Amenábar a trabalhar com uma produção habilidosa e com à vontade financeiro... A conclusão do argumento não espantou quem se lembrasse de O Sexto Sentido... mas sem dúvida que Os Outros são muito mais centrados sobre o macabro gosto pelo medo súbtil que se provoca aos outros... a mim, fez-me ver, também, que Amenábar é um escritor com ideias muito boas e com um estilo que me agrada pelo que tem de presente e de futuro.

abre los ojos mostra-nos um cinema europeu à procura de algo... (mostra-nos a bela Penélope Cruz com mais carne). dá-nos, enfim, a esperança do cinema europeu ter meios para fazer cinema com estruturas que ilustrem e demonstrem melhor o que o realizador e argumentista pretendem ter criado. Penso que abre los ojos é sem dúvida alguma um excelente argumento, e tenho pena de não ter lido o livro, também escrito por Amenábar, que lhe deu origem. O filme é intenso e ter-me-ia surpreendido se eu o não tivesse visto depois de ter assistido ao seu remake: Vanilla Sky.

Penélope Cruz é a ligação mais visível entre a obra original e a sua repetição, interpretando Sofia, a paixão naive de um menino rico (César/David), líder de uma fortuna por morte dos pais. Mas depois de Sofia o que sobra é a linha de pensamento e desenvolvimento da trama, porque a elaboração criativa de Cameron Crowe levou-nos longe! - e aqui fica a ressalva, quão longe do livro de Amenábar eu não sei, porque o não li!

Enquanto em abre los ojos a realidade nem sempre se quer esconder, sendo mais explícito o conceito do argumento através de pistas dadas pelo personagem César, em Vanilla Sky, sempre que o espectador pensa saber o que está a acontecer, Crowe tira-lhe o tapete e demonstra perfeitamente a sua habilidade em jogar às escondidas.

A minha razão diz-me que estes filmes são um filme do argumentista e do realizador, que, enfim, os actores são todos secundários. Gostei muito, sem dúvida, das actuações de Tom Cruise - que me surpreendeu outra vez, a segunda, depois de Magnólia -, de Penélope Cruz - em ambos os filmes e depois de a ter conhecido em Blow com Depp. Relativamente a Diaz, a composição da personagem pareceu-me simples e bem conseguida, penso que Crowe lhe deve ter exigido o seu sorriso de marca durante todas as cenas...

Conviver com dois filmes semelhantes com 4 anos de diferença far-me-á dizer Vanilla Sky ganha a abre los ojos. A questão está em que Vanilla Sky não existiria sem abre los ojos. E que este último é feito de uma forma excelente e sem mácula para o que nos deseja mostrar: quantos dos nossos sonhos não terão sido realidade? Enquanto o primeiro, explica melhor o que se passa e porque se passa, alterando substancialmente elementos do argumento, por exemplo: César é herdeiro de uma empresa de catering e Sofia é actriz e mimo em abre los ojos, sendo David herdeiro de uma editora literária e actualidades e Sofia é bailarina, devolvendo a Penélope Cruz a sua primeira profissão, em Vanilla Sky. Crowe também se empenhou em demonstrar a hi-tech disponível, não existem telefones móveis em abre los ojos, em colocar um Ferrari e um Mustang, ambos pretos, no lugar de um Carocha descapotável branco, esmagando por completo o pequeno orçamento de abre los ojos, com despertadores de rádio analógicos a fingir que contêm gravações...

abre los ojos é um filme de culto! Vanilla Sky faz parte do culto a Crowe!

Crowe atira-nos com uma banda sonora excelente, mostrando que está atento ao mundo... se calhar a um mundo de sonho na realidade dos pesadelos: R.E.M., Radiohead, Sigur Rós, Jeff Buckley, e outros, aparecem no filme em momentos chave que, depois do fim do filme, eram as pistas mais que suficientes para compreender o que se estava a passar. Crowe vai buscar clips de videos de Bjork, the Who e filmes como Jule e Jim e O Acossado. Crowe faz bem... a minha vénia!

Para esta crítica se completar falta ler o livro de Amenábar, e tentei não rivalizar os dois realizadores por esta razão: o livro pode conter os dois filmes...e tenho a certeza que o dinheiro disponível marcou a diferença.

Escrito por jm às 15h35... | Comentários (3)

5 de setembro, 2001

procurem o seguinte filme

procurem o seguinte filme Gia. está disponível em VHS nos video clubes. em DVD existe só em zona 1.

Escrito por jm às 14h41... | Comentários (7)