26 de fevereiro, 2005

big screen on the wall

registo fino. linhas de cleópatra rodeiam os olhos. registo fino de traços sensuais. escondo a força do tempo sob a cor negra.

lady la la lady la la lady
lady butterfly
fly
let your dust colours be spread on me

la la la lady la la lady
lady fairy
comb your hair with my fingers

registo no teu corpo a segurança do conhecimento passado.

Escrito por jm às 14h26... | Comentários (0)

who's going to kill my baby on monday?

o corpo. escrevo o corpo e fico limitado ao universo possível da desconstrução anatómica. uma perna. a barriga. uma barriga da perna. uma coxa. mas se o corpo morre o todo morre. as partes morrem. se de manhã vir o teu olho branco e um sorriso nos lábios que hei-de pensar? quantas horas passaram após a última inspiração?

vejo a lua emagrecer. o espelho de luz ofusca-me os quase nenhuns pensamentos. minguam na mesma medida da lua. negros. cada vez mais.

Escrito por jm às 10h17... | Comentários (0)

18 de fevereiro, 2005

Eles estão de volta

Dia 12 de Abril no CCB, Lisboa. Bilhetes já há venda.

Blixa BargeldEinstuerzende Neubauten


Os concertos do 25º Aniversário estão aqui.

Escrito por jm às 09h54... | Comentários (6)

17 de fevereiro, 2005

constatação

Dos livros, melhor que o que está escrito pode ser o que lemos.

Escrito por jm às 20h55... | Comentários (7)

15 de fevereiro, 2005

the rainsong presents THE EMPTYNESS IN YOUR EYES

da incerteza, da partilha do corpo... existe o bocado em que nos esquecemos da mortalidade. o bocado - termo grosseiro - é o peso físico da carne. como um conjunto de músculos que seguramos durante o sexo. envolvemo-nos no corpo de estranhos que ansiamos encontrar num momento. um momento perdido. no momento perdido da noite. um qualquer corpo que se afunda em nós como nós nele. a vida na morte. que resiste latente até se manifestar vitoriosa sobre o pensamento.

Escrito por jm às 13h40... | Comentários (0)

the rainsong presents LIFELESS

a águia levantou em direcção ao satélite, o terceiro artificial, colocado a rodar em volta das minhas orelhas. sinto um pouco a vertigem do desequilíbrio, mas aguento a pressão que me fazes com a língua sobre o temporal.

sinto-me bem. olho-te e sinto-me bem. olho-te e não és tu. uma imagem de alguém. do vazio. uma sombra. descubro. olho-te no olho enquanto me equilibras com uma mão agarrando o meu sexo. e me pressionas com a língua.

nunca estiveste aqui. lembro-me perfeitamente. nunca te vi. acredito que não me esqueci. as recordações dos baús são lembradas. não me esqueci de ti. tu não existes. não te poderei esquecer. no futuro tenho saudades de ti.

Escrito por jm às 11h24... | Comentários (0)

10 de fevereiro, 2005

no fun

greetings. we're on the middle of something. a road.

Escrito por jm às 23h57... | Comentários (2)