no sopé da serra ansioso sento-me no lugar da frente da tua viagem para chegar ao cume duma montanha que nunca existiu a nossa fragilidade é isso mesmo e desaparece em mil bocados como num sonho que alguém teve enquanto se enamorava e suicidou no processo
qual processo vês esta merda é esta merda que eu não gosto que me digam processo não digas isso a realidade é um absurdo simples factual se a viagem correu mal dizemos isso mas não passa de uma semi-elaborada vontade de culpar o azar pela viagem ter sido fodida por uma besta violenta
o menino não se tem perdido por aí. não, não tem. mas sabe, com a certeza de todos os dias, que faz sol quando o brilho no céu é maior e ele semi-cerra os olhos e chove quando se molha no caminho para casa. o menino não se tem perdido, mas gostava de saber as coisas noutros sítios.
Para contentamento de muita gentalha, andam por aí os SISters a fazer olho gordo despropositado e sem sentido... sentido? Saberão o que significa putanheiros de merda?
Gente que governa e outros a mando são governados sem se interrogarem. Dá-lhes prazer uma certa ordem... experimentem uma com pau de vassoura, mas longe, longe!
O SIS e os seus SISters. Santana e comadres, tricot de sala bafienta. Não olho para trás! Olho para a frente e vejo o vómito.
No dia 19 de Outubro do corrente ano da graça do Santana e Portas, por obra do Sampaio, Possidónio Cachapa escreveu isto:
O REGRESSO DA PIDE
Estou a avisar há uma série de tempo que este início de século, em Portugal, será uma época de barbárie onde os valores mais retrógrados e confundidos irão causar dano...
Eis a prova:
Telefonam-me do "CRIME", para me interrogarem a propósito de um relatório que o SIS (Sistema de Informações e Segurança) lhes teria fornecido (vendido?) em que uma das minhas obras era referida. Aparentemente, sou citado, ao lado de Thomas Mann e de André Gide, como um dos escritores que escreveram livros que "apresentam a pedofilia a uma luz favorável". O livro em questão é A Materna Doçura. O meu primeiro romance entra assim para o Index 5 anos após a sua publicação (o que só abona a favor da penetração da Oficina do Livro entre os meios... por assim dizer, policiais...).
E aqui estou eu, que nunca lidei de perto com a PIDE e não percebo nada de estar fichado por ter escrito um livro obviamente não lido, chocado...
Ainda mais com pasquins a farejar sangue (ainda que inexistente...), sempre atentos na produção de lama.
Quem nos protege disto?
O Sântano é ainda mais triste do que eu pensava...
ps: se não fosse desolador ver que o dinheiro dos nossos impostos vai para os ordenados de pessoas que perdem tempo a ver em livros "matérias proibidas", em vez de andarem atrás dos gangs de criminosos que matam e lesam economicamente o país, seria risível. Assim, nem por isso.
Passeei ontem na estação de metro Amadora Este, na Falagueira, por entre centenas de desenhos. No festival de BD da Amadora descobri Stijn ou Stijn Gisquiere, artista flamenco.
Convido-vos a visitar uma pequena história que não necessita conhecimentos da língua (basta clicar na imagem):

se for para meu bem então...
se for por tu bem me quereres então...
se chegar o dia e me quiseres ter nas mãos
se lá chegar, eu
se lá chegares, tu
eu esperando
entregar-te-ei
tu esperando
receberás
de mim o revólver
de ti a bala.

Encontram-se Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa no novo audiolivro da Assírio & Alvim, pela voz de Germana Tânger.
O lançamento é no dia 28 de de Outubro e a apresentação será feita por Teresa Rita Lopes.
estou como... sabem... quando o tempo do fruto já passou e o corpo está a descansar. a recolher energia... pois... estou assim como... sabem... de pousio.
houve o instante. passou. aguardo outro para não me esquecer.
O livro "Compreender Paula Rego - 25 perspectivas" acompanhou, hoje, o jornal Público, pelo valor de mais 10€. O livro é o número dois da Colecção de Arte Contemporânea Público Serralves.
Este livro, com ilustrações de quadros, estudos e gravuras da pintora Paula Rego, contém uma antologia de textos sobre a obra de Paula Rego, desde 1965 a 2004. São apreciações críticas, poéticas e pedagógicas sobre o universo de Paula Rego e as transformações que este sofreu durante o percurso da pintora.
Como referi a um amigo, a "descentralização acentuada da actividade cultural" afecta os habituados ao não sacrifício: os de Lisboa.
O Museu de Serralves tem, já se sabia e sabe, uma gestão que afronta o mau gosto e a inépcia generalizada.
A partir de hoje, e até 23 de Janeiro de 2005, estará patente no Museu de Serralves uma exposição de Paula Rego, comissariada por João Fernandes e Ruth Rosengarten. São apresentadas 150 obras da pintora, que já inclui trabalhos deste ano, numa co-produção com a Colecção Saatchi.
Three Blind Mice, from “Nursery Rhymes”
Etching with aquatint, 1989
regresso a este servidor. o servidor em que estive desde março resolveu encerrar sem aviso. perderam-se os comentários todos.
retomo as minhas actividades dentro de... momentos ou minutos ou horas ou dias.. ou quando me apetecer.