Good times for a change
See, the luck I've had
Can make a good man
Turn bad
So please please please
Let me, let me, let me
Let me get what I want
This time
Haven't had a dream in a long time
See, the life I've had
Can make a good man bad
So for once in my life
Let me get what I want
Lord knows, it would be the first time
Lord knows, it would be the first time
Morrissey
ontem, com o jornal Correio da Manhã, saíu um volume de BD do Miguelanxo Prado. imperdível, para quem não tem os álbuns ou dinheiro para eles!
a série Tangências é formidável. as Crónicas são delirantes. gostei muito da história Traço a Giz.
o jornal saíu do quiosque para o contentor de lixo mais próximo. guardei a revista para uma visão do ano 2003 mais alargada... ainda não a folheei.
Depois da morte do blog Os Intrusos, perdi o rasto a José Tolentino Mendonça... reaparece agora na nossa lista e com ele vem Jacinto Lucas Pires... Partilham o mesmo blog (com mais gente)!! (fonte: ver abaixo neste post)
o seu nome e site foram adicionados à lista escritores na net, ali em baixo à esquerda.
A Isabel Coutinho, do jornal Público, descobriu agora os blogs do Possidónio Cachapa e do Manuel Jorge Marmelo... mais vale tarde do que nunca.
imperdível a opinião de Jorge Miranda, hoje, no Público, sobre a revisão da constituição pretendida pela maioria de 2/3.
«Apetece dizer, parafraseando o rei Carlos XII da Suécia (para quem a guerra era o entretenimento favorito dos Reis) que emendar a Constituição é o entretenimento favorito dos Deputados ou, melhor, daqueles que neles mandam.»
as pessoas têm pais e avós... são velhos e incómodos: a todos!
ironizo, e alguns saberão porquê... mas que existem muitos filhos da puta por aí! existem... bem... eles não são filhos da puta.. o que as pessoas querem é viver... mas sabem destinar a sua vida quando chegarem à mesma idade dos velhos a quem fazem estes actos...
ora leiam isto, mas não estejam à espera que seja uma novidade.
seja claro, neste momento, o quão eu prezo as pessoas, em particular os portugueses - povo no qual estou inserido por nascimento e residência e trabalho.
seja claro, também, que terei que falar mais deste povo que de outro por ser este aquele que vejo mais, que sinto mais... e que, por indiscrição, me ofende mais no quotidiano.
seja claro, necessariamente, que as abordagens são genéricas pois sei que das pessoas, algumas são excelentes... mas a maioria nem sabe o que é, actuando como lhe apraz no momento e sem retórica.
seja claro, que o que acabei de falar é o espelho de um voyeurismo de umbigo nato: eu gosto de olhar para o teu umbigo!
notei nas conversas, nos mails, nas sms, nas mensagens, etc. que muita gente desejou um bom natal e um ainda melhor ano novo... porque será?
cá estou... depois de uma noite calma e serena.
acordei com um pequeno-almoço de doces e leite. e antes de sair de casa. abri as prendas.
no sapatinho estava o dvd de bloody sunday, um conjunto de objectos para organizar a minha secretária (bem preciso!), um quadro com vista para o mar (pintado por uma amiga), uma serigrafia do Alberto Giacometti e isto, mais isto e ainda isto.
almocei com a família e dei prendas... tenho mais prendas para dar, amigos para ver e beijar e abraçar. trocar sorrisos e conversa, sempre a boa conversa.
estou num sítio interessante. estou longe do meio genérico de uma véspera de natal. estou num sítio onde se vê que os portugueses são uns labregos e que mesmo durante as reuniões familiares do jantar de natal (,de que tantos se orgulham como elemento natural que eleva valores morais), sabem bem afastar-se delas: pecadilhos, e tentar, dizem eles, resolver problemas consumistas: disfarces.
os portugueses sabem que as reuniões familiares são um momento tenebroso e que geram conflitos reprimidos. os portugueses sabem que o natal é uma hipocrisia. mas não o admitem. mas continuam a popular demagogicamente ideiais de moral concreta, que não passam de vontades travestidas.
falo genericamente, fique claro.
de silêncio.. só se ouve o vento e o pardal maluco que sofre de insónias.
ouvi alguém falar de Coimbra 2003... dizendo: agora até inventam palavras para estas coisas: eventos ou lá o que é!
bem.. da prenda que enviei apercebi-me, triste, de que o PDF com o texto do Gonçalo M. Tavares está incompleto e tramado... é pena. As minhas desculpas, por não me ter apercebido antes :(
Tragam-me tudo menos a infância a
infância é um lugar de sofrimento
o mais secreto sítio para a solidão
Mas se é tudo o que têm para dar-me
a luta corpo a corpo contra cada coisa
quer ela assuma a viva víbora de um rio
quer se congregue ou se corrompa como uma maçã
quer ela enfim adopte a pérfida estratégia da manhã
que me falem do mundo nunca da infância
ou então que me dêem a infância hoje em dia
e jamais hoje aquela infância então
Ruy Belo, do poema agora o verão passado
Na comemoração dos 25 anos da morte de Ruy Belo, ao encerrar a Coimbra 2003, a Assírio e Alvim apresenta o segundo audio-livro da sua colecção e segundo, também, sobre a poesia de Ruy Belo.
Este segundo audio-livro, A Margem da Alegria envolve não só Luís Miguel Cintra, mas também alguns dos seus colegas da Cornucópia.
Nós pobres, que não temos o primeiro, olhamos para a etiqueta e lemos 35 Euro...
Manuel Rosa (editor) anuncia que se segue:
- Germana Tanger dá voz a Pessoa, Sá-Carneiro e Negreiros
- com a EMI, a poesia de O'Neill
- mais tarde em 2004, Teixeira de Pascoaes
hey!! o António Torrado tem as suas histórias na net! Este contador de histórias oferece a pequenos e graúdos uma história por dia.. e muito mais a descobrir!
o seu nome e site foram adicionados à lista escritores na net, ali em baixo à esquerda.
sorri
plim pim
olá!
pim plam pá
olhos grandes
da cor do céu
brilhando em sonhos de
prilim pim pim
estrelas voando
pela noite
plim poing poing
anjos a correr
trazem prendas
para ti
Ainda na Grande Reportagem, José Manuel Barata-Feyo, apelida o condutor português de "O Boi Lusitano"... o boi que marra. Enfim, recorda os leitores do que toda a gente sabe e faz por ignorar. Os portugeses não querem pertencer à boiada... que são! Claro que para além do já sabido e reflectido, o crpnista lança achas para as fogueiras certas: o que vale mais, a campanha pelas facturas ou uma hipotética campanha de prevenção rodoviária?
Se a primeira beneficia o Estado/Governo, a segunda, a existir, beneficiaria o contribuinte: evitando gastos e vidas.
Paula Moura Pinheiro deseja a todos os portugueses um bom natal com uma história verdadeira. A história dum regresso precipitado a Portugal de dois emigrantes, convenientemente apelidados de Maria e José, nomes comuns aos cidadãos portugueses, que perdem um menino. A ler na GR de hoje.
Não desejo a ninguém esta história.
os portugueses não nasceram com Viriato! o Viriato, nada querido ao Estado Novo, não é o Adão dos portugueses!! Os portugueses são descendentes de hititas! Esta é a tese de Augusto Ferreira do Amaral, para breve em livro, A Escrita e a Língua do Sudoeste... e apresentada na Grande Reportagem de hoje.
Finalmente, vamos perceber que os celtas não nos ajudaram muito, neste caso importa salientar que ajudaram a esquecer a escrita... Elemento recuperado com a presença dos romanos.
Vou guardar em memória este lançamento... penso que, finalmente, vou ler um livro de tese histórica com gosto!
tão bela limpa. tão bela suja. pessoa, vai-te. pessoa, vem-te.
se de início entendi o diálogo entre blogs. agora, já na vida, desprezo-o. não o sigo. as conversas não têm sentido por distantes na hora e nos dias e eu não uso relógio nem agenda.
construa-se uma nova assembleia. vão para o parque eduardo vii ocupar os vossos lugares em cima de escadotes e bancos de madeira e levem anfiteatros monumentais. imagino já um cartaz do Santana: já reparou que tiramos daqui os putos prostitutos e permitimos adultos prontos a discutir consigo?
gosto de poder escrever em silêncio. sem ninguém em volta. gosto de saber do silêncio. escrever... balelas!
o senhor da papelaria balbuciava ruídos enquanto sacudido pelo cliente atónito, exasperado com a infelicidade de uma notícia tão importante. quando o cliente o largou o senhor da papelaria, inspirando uma golfada de ar, compôs-se e perguntou: mas que dizia a notícia, senhor? o outro, já saindo, repondeu-lhe: e eu sei? a chuva é traiçoeira com as notícias dos céus e escritas nas nuvens! guardou-a para si e agora teremos que esperar por outra oportunidade para tentar ler o destino. entrou, durante esse momento, Júlio, que ainda ouviu a resposta. o outro desapareceu na chuvada e o senhor da papelaria virou-se para o Júlio e disse: é doidinho, coitado! o que deseja? Júlio desejava Janus, mas Janus não estava ali e não lhe serviria de nada responder Janus ao senhor da papelaria, pois ele não iria compreender. quero um bloco de papel de carta, se faz favor. o senhor da papelaria não se mostrou convencido e perguntou-lhe: pretende também envelopes? Júlio não quis envelopes, pagou, despediu-se e ouviu ainda a voz do senhor da papelaria dizer: até logo!
A existência precária de uma bolha de sabão assemelha-se em muito à actividade mental humana.
Frases assim ditam o mundo como uma bola de felpo imundo. Mas não fosse este adjectivo e até lhe achavamos alguma graça.
Alguns de nós são felizes, estou em crer. Nós, eu na massa humana. Eu considerando que nenhum dos leitores deste local é feliz... desgraçando o nós. Arrepiando o pêlo, em consideração pelos demais.
O senhor da papelaria, que me quis vender três x-actos, não saberia o que fazer com a incompreensão de um cliente que o sacudisse e lhe dissesse: senhor, que pensa você desta notícia escrita nas nuvens e atirada às valetas pela chuva?
Ainda na lenga-lenga do Canibal, ouve-se: a chuva é o meu conforto
Não temos rigorosamente nada para dizer uns aos outros, somos tristes e assumimos tal facto com um sorriso nas trombas e não somos pobrezinhos ou coitadinhos... olhamos os outros pelas veias e não pela roupa que envergam.
A bolha de sabão não resistiu este tempo todo, mas outra virá para a substituir.
Esta cena é uma porra e chama-se Natal. O Natal, porra, é perene até que outra civilização tome o nosso lugar... mas não antevejo nada de diferente no meu tempo de existência. No entanto, eu gosto de dar... e esta altura é tão boa quanto outra para essa acção.
A minha oferta:
no âmbito de um projecto da presidência italiana do conselho da EU para novos autores, foi realizada uma antologia de 25 contos editada, até ao momento, apenas em Itália, baptizada "Racconti senza dogana". A antologia teve como comissário o presidente do PEN Club italiano e o participante português foi Gonçalo M. Tavares, autor que prezo.
Nesta celebração de escrita, o site da presidência italiana, teve disponível o PDF do conto do Gonçalo M. Tavares, "A biografia (falsa) de Aurius Anaxos", em língua portuguesa.
Assim, a quem o solicitar na caixa de comentários, preenchendo o espaço com um email válido, receberá esse PDF na sua mailbox.
olho em volta do mundo e vejo pouco mais que um silêncio. corto o silêncio com um x-acto. um x-acto é um bom cortador de silêncio. ouve-se um grito ou um borbulhar de sangue (escolham vocês). é risível a idiotice dos termos que se empregam quando vemos alguém de quem não gostamos nem desgostamos: poderia ter chovido menos (não se pode dizer "mais" porque ofende, ainda que seja exactamente "mais" que eu diga), poderia ter feito sol ou vento (isto tudo para dizer que aquela pessoa, ou eu, se for eu "aquela pessoa", é tão importante como o caixote do lixo presente no local de trabalho). um x-acto numa mão, sangue na outra mão. será a outra mão capaz de pegar no x-acto? com certeza, haveremos de verificar. não importa o facto de o grito não minimizar o silêncio, porque o silêncio é absoluto aqui. aqui. onde os mochos são benvindos. o senhor da papelaria ficou intrigado: um x-acto? porque não compra este conjunto de três, saía-lhe mais em conta e tem a mesma qualidade. insisti: um x-acto, se fizer o favor de mo vender. afinal, não lhe ia dizer que três implicaria uma escolha ou então a tentadora utilização de todos. um x-acto, muito bem: qual a cor? saí. o tempo, na rua, estava como manda a natureza.
de repente, a ficção desapareceu deste local... sorri ontem quando ouvi o que se segue da autoria do Canibal, o texto está incompleto, mas o que interessa agora está aqui. Isto é cantado em ritmo de lenga-lenga pelo próprio.
sou um lobo mau
sou um lobo mau
um patinho feio
um patinho feio
sou um lobo mau
sou um lobo mau
um velho cão rafeiro
um velho cão rafeiro
sou um lobo mau
sou um lobo mau
sem casa nem dinheiro
sem casa nem dinheiro
pela terceira vez este mês comuniquei a morte. uma informação directa e dois telefonemas foram veículos do conhecimento para mim. três mortes. três elementos da geração pais dos pais.
passa inverno. o inverno é assim. como o verão. mata.
senta! cospe para o chão a memória de ontem. não tens no cuspo mais do que o ideal concreto do teu passado. senta! vá! senta! cospe para o chão de terra as tuas entranhas dissimuladas de desejos e vontades inconcretizáveis. agora vai! mais limpo do que antes, talvez saibas olhar e ver. e mesmo que não saibas, que interessa isso. estás tão cansado de lérias. vai. sobe a encosta e a meio senta-te numa pedra confortável e cospe para o chão o teu futuro.
JOÃO CÉSAR MONTEIRO
Todos os filmes de novo nos cinemas
A Atalanta Filmes presta homenagem a um dos maiores cineastas portugueses e mundiais, autor de algumas das obras mais perturbadoras e fascinantes do sec.XX, com a exibição de todas as suas longas-metragens em Lisboa, no Cinema King, de 12 de Dezembro a 1 de Janeiro, e no Porto, no Cinema Nun'Álvares, de 2 a 8 de Janeiro.
Cinema KING - de 12 Dezembro a 1 Janeiro
Sexta - 12 - 22H00 - HENRIQUE ESPÍRITO SANTO apresenta Veredas
Segunda - 15 - 22H00 - MARGARIDA GIL apresenta Silvestre
Terça - 16 - 22H15 - TERESA VILLAVERDE apresenta À Flor do Mar
Sexta - 19 - 22H00 - FERNANDO LOPES apresenta Recordações da Casa Amarela
Sábado - 20 - 17H00 - RITA BLANCO apresenta O Último Mergulho
Segunda - 22 - 21H30 - ALBERTO SEIXAS SANTOS apresenta A Comédia de Deus
Quinta - 25 - 19H30 - LUÍS MIGUEL OLIVEIRA apresenta Le Bassin de J.W.
Sábado - 27 - 21H30 - PAULO BRANCO apresenta As Bodas de Deus
Segunda - 29 - 22H00 - JOÃO BÉNARD DA COSTA apresenta Branca de Neve
Terça - 30 - 21H30 - VÍTOR SILVA TAVARES apresenta Vai e Vem
Veredas
Sexta 12, Sábado 13
14H30, 17H00, 19H30, 22H00
Silvestre
Domingo 14, Segunda 15
14H30, 17H00, 19H30, 22H00
À Flor do Mar
Terça 16, Quarta 17
14H00, 16H45, 19H30, 22H15
Recordações da Casa Amarela
Quinta 18, Sexta 19
14H30, 17H00, 19H30, 22H00
O Último Mergulho
Sábado 20, Domingo 21
14H30, 17H00, 19H30, 22H00
A Comédia de Deus
Segunda 22, Terça 23
14H30, 18H00, 21H30
Le Bassin de J.W.
Quarta 24, Quinta 25
14H30, 17H00, 19H30, 22H00
As Bodas de Deus
Sexta 26, Sábado 27
14H30, 18H00, 21H30
Branca de Neve
Domingo 28, Segunda 29
14H30, 17H00, 19H30, 22H00
Vai e Vem
Terça 30, Quarta 31
14H30, 18H00, 21H30
Quinta 1
Recordações da Casa Amarela - 14H30
A Comédia de Deus - 18H00
As Bodas de Deus - 21H30
Sextas, Sábados e Segundas também às 00H30
é certo. está confirmado. hoje é mais um dia!... para alguns já foi!
ontem. silêncio. negro. luz. o brilho da pele. negro. luz. a pele. a flor. rosto. a flor. face. nobre. sol. negro. a luz. sol. pele. negra. luz. lua. o brilho do cabelo. luz. brisa. vento. abrigo. corpo. negro. pele. corpo. abrigo. hoje.
a lista do biased nasceu num post aqui!
a lista já tem alguma dimensão... são escritores na net! agora para fácil consulta e para todos os que aqui vêm ou por acaso aqui param.. a lista já aparece no lado esquerdo desta janela!! para vê-la basta carregar no +
conto sempre com o contributo de quem saiba mais :)
ps.1 a lista do biased é uma lista com escritores (ficção, poesia, teatro, ...) que estão on line com blogs ou nem por isso, mas com comunicação sempre actual com o mundo exterior...
ps.2 este post irá subindo sempre que haja um update
i got needs
i got urge
i got power
(...)
i got soul
i'm just a man
Paulo Furtado
brinco apenas quando te vejo escarranchado
sobre o poial à procura de um quintal
brinco apenas julgando-te com a divertida ausência
de imaginação pós-natal esborrachado por um temporal
love is natural and real
but not for those such as you and I
Morrissey
pretendias sobreviver à chuva? às inundações? ao vento? as intempéries ficarão por muito tempo, erodindo a geografia em volta à falta de piores males. tu não sobreviverás nem às doenças nem às invenções dos teus pares. serás morto não pela chuva nem pelo vento, nem afogado em lama, mas sim pelo companheiro de luta que te tocará no ombro e te negará a vitória sobre o inimigo. esse teu companheiro é pega. o teu ombro é o meio de comunicação fraco. esse teu companheiro é mentiroso e traz uma máscara. não é cego, no entanto, só vê o que pretende... a espuma das tuas palavras arrastada pelas águas é a pretensa imagem que quem olha não vê.
From the ice-age to the dole-age
There is but one concern
I have just discovered :
Some girls are bigger than others
Some girls are bigger than others
Some girl's mothers are bigger than
Other girl's mothers
Some girls are bigger than others
Some girls are bigger than others
Some girl's mothers are bigger than
Other girl's mothers
As Anthony said to Cleopatra
As he opened a crate of ale:
Oh, I say:
Some girls are bigger than others
Some girls are bigger than others
Some girl's mothers are bigger than
Other girl's mothers
Some girls are bigger than others
Some girls are bigger than others
Some girl's mothers are bigger than
Other girl's mothers
Send me the pillow...
The one that you dream on...
Send me the pillow...
The one that you dream on...
And I'll send you mine
Morrissey
a moca de rio maior, à falta de mangalho, é ainda racionalizada. de cada vez que visitei a zona, e poucas não foram, chamaram-me facho, verbalmente ou em pensamento. e em cada casa lá estava a moca e uma mulher sorridente! eu sou um dos fachos da cidade.
sempre gozei com a moca, lá e fora de lá, mas só gozei com a moca ao pé dos que gostam dela! e fazem-me caretas, os com falta de mangalho.
agora, já não gozo com a moca. gozo com a falta de mangalho e gozo com a mulher sorridente na casa do que o não tem. onde arranjará ela aquele sorriso? irá para cama com o irmão? ou fará do chá com a vizinha momentos mais íntimos?
sem filhos a mulher sorri às crianças que brincam na eira. há lá uns rapazinhos bem bonitos! já nasceram depois da moca! já devem ter mangalho. deixai-os crescer um pouco mais... deixai-os viver um pouco mais, que logo lhes tira o leite.
comparável à moca de rio maior, só a história do leão!
no mil folhas cartas de Rilke e Woolf sobre a poesia....
quero apenas agradecer a quem vem aqui partilhar o seu silêncio nestes tempos de chuva e frio. nestes e noutros tempos.
nunca dei prendas de natal a desconhecidos... gosto de dar prendas quando posso e quando me apetece. agora, quase na bancarrota, sinto um tédio descomunal com a alegria fantástica que se adquire... tantos de nós sabemos que o dia-a-dia precisa ser quebrado por uma brisa de esperança e é nesta altura, em que o vento sopra demasiado, que a generalidade das pessoas pretende ser contente.
a canícula destes verões assassinos é que precisa dessa boa disposição. eu gosto das luzes e gosto dos sorrisos das crianças contentes e carregadas com os sacos. imagino as crianças na noite de natal ansiosas ou na manhã do próprio dia... prefiro os espanhois que recebem os reis magos.
eu não estou contente. gosto de pensar no pequeno sorriso que possa trazer a alguns com as prendas que me lembrei de comprar... mas a mim o que me falta é ver as pessoas como elas são.. as pessoas de quem gosto... afastar os outros para longe e poder estar com quem gosto sem me incomodar.
nunca dei prendas de natal a desconhecidos, escrevi. na verdade não faço mais do que isso com algumas pessoas por quem nutro amor. e sinto em mim um calor tão grande quando as vejo.
tenho saudades do ps, da cm e do g. tenho saudades de estar estando com o jpc, tenho saudades de ouvir o l.. tenho saudades dos meus pais, que lhes roubaram tempo para viver. tenho saudades da maria, do hugo, da v., da marta e da maggie. tenho saudades da s., a que tenho nos olhos há mais anos.
e o natal faz-me pensar que os posso perder a todos. o natal é, para mim, sinal de morte e não de nascimento. morre-se no natal como nos outros dias. nasce-se no natal como nos outros dias. escrevo para aqui este monte de vazio como se o mar me já tivesse sepultado.
gosto das luzes de natal quando são bonitas. quando são bem pensadas. tornei-me meticuloso demais. as luzes de natal têm que ser pensadas? as estrelas do céu estão lá! não chegam? as luzes de natal só são bonitas quando me agradam. o mesmo deve acontecer consigo, não?
gosto das crianças sorrindo, mesmo que não saibam porquê. gosto delas olhando boquiarbertas para a minha barba feia. para a minha cara estranha. gosto quando se riem de mim :) e gosto quando embirram com a mais feia das cores e mesmo assim a admiram com o sorriso mais sincero. e gosto quando guiadas por um adulto vão arrastando pela rua um saco grande do tamanho delas.
se calhar o que me falta é conhecer a neve. ter um saco grande do meu tamanho, cheio de algodão, que eu arraste enquanto alguém me encaminha por entre as pernas de transeuntes que por graça me sorriem com a beata pendurada nos lábios.
todos os anos penso que beijos e abraços poderiam ser suficientes. todos os anos sinto-me cada vez mais longe das pessoas... mais longe da emoção que sinto quando sorrio... sinto-me leve quando sorrio a esta gente... quem for atento notará nos meus músculos menos tensãp, nos meus olhos um certo brilho e na minha boca um sorriso sincero... que se mantém.. que fica sem palavras.
todos os anos, todos os dias sou assim. todos os dias abomino o natal e as festas da sociedade. comemore-se a vontade de estar vivo todos os dias... se eu tivesse aprendido isto com a sociedade, talvez vos alegrasse mais.
o natal é feio. é uma mistura de dinheiro com alegrias falsas...
gosto dos sorrisos honestos, mesmo no natal. gosto das crianças e dos adultos que não se perderam desse mundo. gosto de aprender com eles um natal para todos os dias que são dias de vida.
crescem-lhe as banhas ao bode. pobre do animal que sofre uma vez e não o deixam esquecer para todo o sempre que é crestão no corpo e na alma. tantas vezes se julga cavalo, apesar de falta de bom andar, mas o que é é bode maltratado pela santa família que o acode.
é bode em nome do senhor. defende os seus direitos e pensa como o que lhe falta e está enterrado... na alma santa e recalcada. senhor, orai por ele: corno.
na entrada espero surgiu um comentário de margem, que resolvi expôr com a imagem por ter pleno significado para a imagem e, pelos vistos, para as nossas vidas.
chegou a noite devagar. faz frio lá fora. quente cá dentro. é bom este habitar.
esqueço o mais. o menos sou eu preguiçoso. um sorriso.
no Formulário da Grande Reportagem de hoje, a directora da revista Ler completa uma frase e acaba por formular um desabafo:
Já não há pachorra para... tantos fios, tão poucos horizontes...
palavra aberta
fechada
começa com um â
passa por ô
enrola a língua
termina num u
para alguns é sempre trancada
para outros nunca é falada
não tenho palavras a mais.. tenho de menos
tenho de mais o ruído... tenho de sobra
vai a leilão, senhor doutor, o ruído do meu coração?
tenho o silêncio para te cantar a minha história
não tenho dinheiro para comprar
tenho de sobra para vender a doença
espanto-me, talvez, que não compreendas
vai para o adro carregar a tua cruz
anda com ela às voltas e o padre que te benza
we are going to play hard now! we are going to play hard and kill the soul u might have inside... o! we find no soul in u. o we find no soul in u... u're frightful!!
we are going to play soft on you. gonna take an eye ball from your face... and then... let's play ball!!

- que fazes ?
- nada. acorrentaram-me a este mar. condenaram-me a esta escravidão: à mercê das marés.
- que queres fazer?
- não importa o querer. só o poder... e eu não posso nada.
- posso pedir que me acorrentem perto de ti.
- farias isso por mim? um companheiro...
- não. faria isso por mim. quero poder olhar o fim de frente.
texto de margem
o depósito de alegrias, lda. ainda não distribui na minha zona. este depósito, criado por tecnocratas e amigos do interesse público, pretende alargar o seu raio de acção a todo o país.
seja feliz, pela sua mãezinha e em nome de Jesus Cristo, é o slogan principal da campanha: Portugal é bom consigo feliz!.
nos projectos iniciais ter-se-á pensado num slogan secundário: a minha felicidade depende da sua, mas não foi bem aceite por demonstrar objectivamente o intuito desta empresa.
lembro-me de poucas coisas de pequeno. não me lembro de momentos de sorrir. lembro-me de chorar. de discutir. mas lembro-me de beijar a menina que partilhava a secretária comigo. de beijar algumas meninas com quem brincava. mas não me lembro de brincar. lembro-me de lamber as feridas de quando caía no recreio. lembro-me de ter boas notas e não estudar nada. eu era pequeno, não cresci muito mais, mas "quando eu era pequeno" é algo que me transmite sentimentos near zero. a juventude trás muito pouco também... e o passado recente é quase todo feito de imaginação. misturo realidade com ficção. quando eu for velho não me vou lembrar de quase nada, é melhor assim.
na volta do correio chegaram também duas revistas: Correntes d'Escritas 1 e 2, com dossiers sobre Sebastião Alba (Fev/2002) e Sophia de Mello Breyner Andresen (Fev/2003), respectivamente. edição da C.M. Póvoa do Varzim e do Casino da mesma cidade.

ouço gaivotas. ouço tormentos de alcatrão e nafta. ouço o medo a entranhar-se pela pele a-dentro. foge daí, foge daí, não morras aí, não morras aí.
e a porra é o mundo inteiro ser tão irrelevante para quem arma e mata e desarma e mata e negoceia a vida como se fosse sua a vida que é de todos os seres.
ouço o mar em pranto. chorando lágrimas negras. pesadas. arrastando consigo para a morte os seus filhos. criaturas do seu mundo sem mundo. devo-lhes a eternidade e morro culpado.
Não façais Terrorismo Poético para outros artistas, fazei-o para pessoas incapazes de perceber (ao menos por alguns instantes) que aquilo que haveis feito é arte.
Hakim Bey, in Terrorismo Poético
querem um livro? não sabem o que hão-de comprar? aqui está uma sugestão!
a correspondência está atrasada. parece-me que tenho de responder ao mundo. mas o mundo não espera carta minha. ah! é bom respirar aliviado da pressão das respostas. mas há respostas a precisar de perguntas. e... blá blá blá blá recebi dois livros que ainda não agradeci... eu!! transparência. vou em breve, muito em breve, falar-vos de quatro poemas e 3 fotografias e de um penso sujo. muito obrigado! hei-de responder por carta para o correio electrónico.