30 de dezembro, 2003

Please Please Please Let Me Get What I Want

Good times for a change
See, the luck I've had
Can make a good man
Turn bad

So please please please
Let me, let me, let me
Let me get what I want
This time

Haven't had a dream in a long time
See, the life I've had
Can make a good man bad

So for once in my life
Let me get what I want
Lord knows, it would be the first time
Lord knows, it would be the first time



Morrissey

Escrito por jm às 23h28... | Comentários (3)

29 de dezembro, 2003

prado

ontem, com o jornal Correio da Manhã, saíu um volume de BD do Miguelanxo Prado. imperdível, para quem não tem os álbuns ou dinheiro para eles!

a série Tangências é formidável. as Crónicas são delirantes. gostei muito da história Traço a Giz.



o jornal saíu do quiosque para o contentor de lixo mais próximo. guardei a revista para uma visão do ano 2003 mais alargada... ainda não a folheei.

Escrito por jm às 13h35... | Comentários (4)

27 de dezembro, 2003

escritores na net (update)

Depois da morte do blog Os Intrusos, perdi o rasto a José Tolentino Mendonça... reaparece agora na nossa lista e com ele vem Jacinto Lucas Pires... Partilham o mesmo blog (com mais gente)!! (fonte: ver abaixo neste post)

o seu nome e site foram adicionados à lista escritores na net, ali em baixo à esquerda.

A Isabel Coutinho, do jornal Público, descobriu agora os blogs do Possidónio Cachapa e do Manuel Jorge Marmelo... mais vale tarde do que nunca.

Escrito por jm às 21h00... | Comentários (0)

injustificada

imperdível a opinião de Jorge Miranda, hoje, no Público, sobre a revisão da constituição pretendida pela maioria de 2/3.

«Apetece dizer, parafraseando o rei Carlos XII da Suécia (para quem a guerra era o entretenimento favorito dos Reis) que emendar a Constituição é o entretenimento favorito dos Deputados ou, melhor, daqueles que neles mandam.»

Escrito por jm às 18h19... | Comentários (0)

26 de dezembro, 2003

espírito de boa festa

as pessoas têm pais e avós... são velhos e incómodos: a todos!

ironizo, e alguns saberão porquê... mas que existem muitos filhos da puta por aí! existem... bem... eles não são filhos da puta.. o que as pessoas querem é viver... mas sabem destinar a sua vida quando chegarem à mesma idade dos velhos a quem fazem estes actos...

ora leiam isto, mas não estejam à espera que seja uma novidade.

Escrito por jm às 16h44... | Comentários (4)

espírito de festa

seja claro, neste momento, o quão eu prezo as pessoas, em particular os portugueses - povo no qual estou inserido por nascimento e residência e trabalho.

seja claro, também, que terei que falar mais deste povo que de outro por ser este aquele que vejo mais, que sinto mais... e que, por indiscrição, me ofende mais no quotidiano.

seja claro, necessariamente, que as abordagens são genéricas pois sei que das pessoas, algumas são excelentes... mas a maioria nem sabe o que é, actuando como lhe apraz no momento e sem retórica.

seja claro, que o que acabei de falar é o espelho de um voyeurismo de umbigo nato: eu gosto de olhar para o teu umbigo!

Escrito por jm às 16h40... | Comentários (0)

os votos

notei nas conversas, nos mails, nas sms, nas mensagens, etc. que muita gente desejou um bom natal e um ainda melhor ano novo... porque será?

Escrito por jm às 15h59... | Comentários (3)

25 de dezembro, 2003

back

cá estou... depois de uma noite calma e serena.

acordei com um pequeno-almoço de doces e leite. e antes de sair de casa. abri as prendas.

no sapatinho estava o dvd de bloody sunday, um conjunto de objectos para organizar a minha secretária (bem preciso!), um quadro com vista para o mar (pintado por uma amiga), uma serigrafia do Alberto Giacometti e isto, mais isto e ainda isto.

almocei com a família e dei prendas... tenho mais prendas para dar, amigos para ver e beijar e abraçar. trocar sorrisos e conversa, sempre a boa conversa.

Escrito por jm às 15h31... | Comentários (1)

24 de dezembro, 2003

movimento

estou num sítio interessante. estou longe do meio genérico de uma véspera de natal. estou num sítio onde se vê que os portugueses são uns labregos e que mesmo durante as reuniões familiares do jantar de natal (,de que tantos se orgulham como elemento natural que eleva valores morais), sabem bem afastar-se delas: pecadilhos, e tentar, dizem eles, resolver problemas consumistas: disfarces.

os portugueses sabem que as reuniões familiares são um momento tenebroso e que geram conflitos reprimidos. os portugueses sabem que o natal é uma hipocrisia. mas não o admitem. mas continuam a popular demagogicamente ideiais de moral concreta, que não passam de vontades travestidas.

falo genericamente, fique claro.

Escrito por jm às 21h55... | Comentários (4)

ainda

continuo bem disposto.

Escrito por jm às 15h54... | Comentários (2)

23 de dezembro, 2003

este é um tempo

de silêncio.. só se ouve o vento e o pardal maluco que sofre de insónias.

Escrito por jm às 23h20... | Comentários (2)

ontem

ouvi alguém falar de Coimbra 2003... dizendo: agora até inventam palavras para estas coisas: eventos ou lá o que é!

Escrito por jm às 21h50... | Comentários (0)

prenda 2

bem.. da prenda que enviei apercebi-me, triste, de que o PDF com o texto do Gonçalo M. Tavares está incompleto e tramado... é pena. As minhas desculpas, por não me ter apercebido antes :(

Escrito por jm às 12h28... | Comentários (0)

22 de dezembro, 2003

infâncias

Tragam-me tudo menos a infância a
infância é um lugar de sofrimento
o mais secreto sítio para a solidão
Mas se é tudo o que têm para dar-me
a luta corpo a corpo contra cada coisa
quer ela assuma a viva víbora de um rio
quer se congregue ou se corrompa como uma maçã
quer ela enfim adopte a pérfida estratégia da manhã
que me falem do mundo nunca da infância
ou então que me dêem a infância hoje em dia
e jamais hoje aquela infância então



Ruy Belo, do poema agora o verão passado

Escrito por jm às 09h48... | Comentários (4)

Ruy Belo - n'A Margem da Alegria

Na comemoração dos 25 anos da morte de Ruy Belo, ao encerrar a Coimbra 2003, a Assírio e Alvim apresenta o segundo audio-livro da sua colecção e segundo, também, sobre a poesia de Ruy Belo.

Este segundo audio-livro, A Margem da Alegria envolve não só Luís Miguel Cintra, mas também alguns dos seus colegas da Cornucópia.

Nós pobres, que não temos o primeiro, olhamos para a etiqueta e lemos 35 Euro...



Manuel Rosa (editor) anuncia que se segue:
- Germana Tanger dá voz a Pessoa, Sá-Carneiro e Negreiros
- com a EMI, a poesia de O'Neill
- mais tarde em 2004, Teixeira de Pascoaes

Escrito por jm às 09h42... | Comentários (4)

escritores na net (update)

hey!! o António Torrado tem as suas histórias na net! Este contador de histórias oferece a pequenos e graúdos uma história por dia.. e muito mais a descobrir!

o seu nome e site foram adicionados à lista escritores na net, ali em baixo à esquerda.

Escrito por jm às 02h05...

20 de dezembro, 2003

trá lá lá

sorri
plim pim
olá!
pim plam pá
olhos grandes
da cor do céu
brilhando em sonhos de
prilim pim pim
estrelas voando
pela noite
plim poing poing
anjos a correr
trazem prendas
para ti

Escrito por jm às 23h13... | Comentários (0)

chamar o boi pelo nome

Ainda na Grande Reportagem, José Manuel Barata-Feyo, apelida o condutor português de "O Boi Lusitano"... o boi que marra. Enfim, recorda os leitores do que toda a gente sabe e faz por ignorar. Os portugeses não querem pertencer à boiada... que são! Claro que para além do já sabido e reflectido, o crpnista lança achas para as fogueiras certas: o que vale mais, a campanha pelas facturas ou uma hipotética campanha de prevenção rodoviária?

Se a primeira beneficia o Estado/Governo, a segunda, a existir, beneficiaria o contribuinte: evitando gastos e vidas.

Escrito por jm às 21h13... | Comentários (2)

Bom Natal num flashback ao Outono

Paula Moura Pinheiro deseja a todos os portugueses um bom natal com uma história verdadeira. A história dum regresso precipitado a Portugal de dois emigrantes, convenientemente apelidados de Maria e José, nomes comuns aos cidadãos portugueses, que perdem um menino. A ler na GR de hoje.

Não desejo a ninguém esta história.

Escrito por jm às 20h33... | Comentários (0)

Hititas

os portugueses não nasceram com Viriato! o Viriato, nada querido ao Estado Novo, não é o Adão dos portugueses!! Os portugueses são descendentes de hititas! Esta é a tese de Augusto Ferreira do Amaral, para breve em livro, A Escrita e a Língua do Sudoeste... e apresentada na Grande Reportagem de hoje.

Finalmente, vamos perceber que os celtas não nos ajudaram muito, neste caso importa salientar que ajudaram a esquecer a escrita... Elemento recuperado com a presença dos romanos.

Vou guardar em memória este lançamento... penso que, finalmente, vou ler um livro de tese histórica com gosto!

Escrito por jm às 19h39... | Comentários (4)

19 de dezembro, 2003

ir

tão bela limpa. tão bela suja. pessoa, vai-te. pessoa, vem-te.

se de início entendi o diálogo entre blogs. agora, já na vida, desprezo-o. não o sigo. as conversas não têm sentido por distantes na hora e nos dias e eu não uso relógio nem agenda.

construa-se uma nova assembleia. vão para o parque eduardo vii ocupar os vossos lugares em cima de escadotes e bancos de madeira e levem anfiteatros monumentais. imagino já um cartaz do Santana: já reparou que tiramos daqui os putos prostitutos e permitimos adultos prontos a discutir consigo?

Escrito por jm às 23h10... | Comentários (2)

então é por isto e por aquilo e assim pensas na utopia como um objectivo concreto? IDIOTA!

gosto de poder escrever em silêncio. sem ninguém em volta. gosto de saber do silêncio. escrever... balelas!

Escrito por jm às 21h46... | Comentários (1)

até logo

o senhor da papelaria balbuciava ruídos enquanto sacudido pelo cliente atónito, exasperado com a infelicidade de uma notícia tão importante. quando o cliente o largou o senhor da papelaria, inspirando uma golfada de ar, compôs-se e perguntou: mas que dizia a notícia, senhor? o outro, já saindo, repondeu-lhe: e eu sei? a chuva é traiçoeira com as notícias dos céus e escritas nas nuvens! guardou-a para si e agora teremos que esperar por outra oportunidade para tentar ler o destino. entrou, durante esse momento, Júlio, que ainda ouviu a resposta. o outro desapareceu na chuvada e o senhor da papelaria virou-se para o Júlio e disse: é doidinho, coitado! o que deseja? Júlio desejava Janus, mas Janus não estava ali e não lhe serviria de nada responder Janus ao senhor da papelaria, pois ele não iria compreender. quero um bloco de papel de carta, se faz favor. o senhor da papelaria não se mostrou convencido e perguntou-lhe: pretende também envelopes? Júlio não quis envelopes, pagou, despediu-se e ouviu ainda a voz do senhor da papelaria dizer: até logo!

Escrito por jm às 21h22... | Comentários (0)

a bolha de sabão

A existência precária de uma bolha de sabão assemelha-se em muito à actividade mental humana.

Frases assim ditam o mundo como uma bola de felpo imundo. Mas não fosse este adjectivo e até lhe achavamos alguma graça.

Alguns de nós são felizes, estou em crer. Nós, eu na massa humana. Eu considerando que nenhum dos leitores deste local é feliz... desgraçando o nós. Arrepiando o pêlo, em consideração pelos demais.

O senhor da papelaria, que me quis vender três x-actos, não saberia o que fazer com a incompreensão de um cliente que o sacudisse e lhe dissesse: senhor, que pensa você desta notícia escrita nas nuvens e atirada às valetas pela chuva?

Ainda na lenga-lenga do Canibal, ouve-se: a chuva é o meu conforto

Não temos rigorosamente nada para dizer uns aos outros, somos tristes e assumimos tal facto com um sorriso nas trombas e não somos pobrezinhos ou coitadinhos... olhamos os outros pelas veias e não pela roupa que envergam.

A bolha de sabão não resistiu este tempo todo, mas outra virá para a substituir.

Escrito por jm às 20h53... | Comentários (0)

prenda

Esta cena é uma porra e chama-se Natal. O Natal, porra, é perene até que outra civilização tome o nosso lugar... mas não antevejo nada de diferente no meu tempo de existência. No entanto, eu gosto de dar... e esta altura é tão boa quanto outra para essa acção.

A minha oferta:

no âmbito de um projecto da presidência italiana do conselho da EU para novos autores, foi realizada uma antologia de 25 contos editada, até ao momento, apenas em Itália, baptizada "Racconti senza dogana". A antologia teve como comissário o presidente do PEN Club italiano e o participante português foi Gonçalo M. Tavares, autor que prezo.

Nesta celebração de escrita, o site da presidência italiana, teve disponível o PDF do conto do Gonçalo M. Tavares, "A biografia (falsa) de Aurius Anaxos", em língua portuguesa.

Assim, a quem o solicitar na caixa de comentários, preenchendo o espaço com um email válido, receberá esse PDF na sua mailbox.

Escrito por jm às 19h50... | Comentários (14)

18 de dezembro, 2003

benvindo

olho em volta do mundo e vejo pouco mais que um silêncio. corto o silêncio com um x-acto. um x-acto é um bom cortador de silêncio. ouve-se um grito ou um borbulhar de sangue (escolham vocês). é risível a idiotice dos termos que se empregam quando vemos alguém de quem não gostamos nem desgostamos: poderia ter chovido menos (não se pode dizer "mais" porque ofende, ainda que seja exactamente "mais" que eu diga), poderia ter feito sol ou vento (isto tudo para dizer que aquela pessoa, ou eu, se for eu "aquela pessoa", é tão importante como o caixote do lixo presente no local de trabalho). um x-acto numa mão, sangue na outra mão. será a outra mão capaz de pegar no x-acto? com certeza, haveremos de verificar. não importa o facto de o grito não minimizar o silêncio, porque o silêncio é absoluto aqui. aqui. onde os mochos são benvindos. o senhor da papelaria ficou intrigado: um x-acto? porque não compra este conjunto de três, saía-lhe mais em conta e tem a mesma qualidade. insisti: um x-acto, se fizer o favor de mo vender. afinal, não lhe ia dizer que três implicaria uma escolha ou então a tentadora utilização de todos. um x-acto, muito bem: qual a cor? saí. o tempo, na rua, estava como manda a natureza.

Escrito por jm às 22h50... | Comentários (1)

lobo mau

de repente, a ficção desapareceu deste local... sorri ontem quando ouvi o que se segue da autoria do Canibal, o texto está incompleto, mas o que interessa agora está aqui. Isto é cantado em ritmo de lenga-lenga pelo próprio.



sou um lobo mau
sou um lobo mau

um patinho feio
um patinho feio

sou um lobo mau
sou um lobo mau

um velho cão rafeiro
um velho cão rafeiro

sou um lobo mau
sou um lobo mau

sem casa nem dinheiro
sem casa nem dinheiro

Escrito por jm às 21h44... | Comentários (0)

14 de dezembro, 2003

no encalço

pela terceira vez este mês comuniquei a morte. uma informação directa e dois telefonemas foram veículos do conhecimento para mim. três mortes. três elementos da geração pais dos pais.

passa inverno. o inverno é assim. como o verão. mata.

Escrito por jm às 18h50... | Comentários (8)

promessa

senta! cospe para o chão a memória de ontem. não tens no cuspo mais do que o ideal concreto do teu passado. senta! vá! senta! cospe para o chão de terra as tuas entranhas dissimuladas de desejos e vontades inconcretizáveis. agora vai! mais limpo do que antes, talvez saibas olhar e ver. e mesmo que não saibas, que interessa isso. estás tão cansado de lérias. vai. sobe a encosta e a meio senta-te numa pedra confortável e cospe para o chão o teu futuro.

Escrito por jm às 16h45... | Comentários (9)

12 de dezembro, 2003

shoot me

vou cicatrizar para o Taborda.

Escrito por jm às 19h08... | Comentários (7)

11 de dezembro, 2003

Todos os filmes

JOÃO CÉSAR MONTEIRO
Todos os filmes de novo nos cinemas



A Atalanta Filmes presta homenagem a um dos maiores cineastas portugueses e mundiais, autor de algumas das obras mais perturbadoras e fascinantes do sec.XX, com a exibição de todas as suas longas-metragens em Lisboa, no Cinema King, de 12 de Dezembro a 1 de Janeiro, e no Porto, no Cinema Nun'Álvares, de 2 a 8 de Janeiro.

Cinema KING - de 12 Dezembro a 1 Janeiro
Sexta - 12 - 22H00 - HENRIQUE ESPÍRITO SANTO apresenta Veredas
Segunda - 15 - 22H00 - MARGARIDA GIL apresenta Silvestre
Terça - 16 - 22H15 - TERESA VILLAVERDE apresenta À Flor do Mar
Sexta - 19 - 22H00 - FERNANDO LOPES apresenta Recordações da Casa Amarela
Sábado - 20 - 17H00 - RITA BLANCO apresenta O Último Mergulho
Segunda - 22 - 21H30 - ALBERTO SEIXAS SANTOS apresenta A Comédia de Deus
Quinta - 25 - 19H30 - LUÍS MIGUEL OLIVEIRA apresenta Le Bassin de J.W.
Sábado - 27 - 21H30 - PAULO BRANCO apresenta As Bodas de Deus
Segunda - 29 - 22H00 - JOÃO BÉNARD DA COSTA apresenta Branca de Neve
Terça - 30 - 21H30 - VÍTOR SILVA TAVARES apresenta Vai e Vem

Veredas
Sexta 12, Sábado 13
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

Silvestre
Domingo 14, Segunda 15
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

À Flor do Mar
Terça 16, Quarta 17
14H00, 16H45, 19H30, 22H15

Recordações da Casa Amarela
Quinta 18, Sexta 19
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

O Último Mergulho
Sábado 20, Domingo 21
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

A Comédia de Deus
Segunda 22, Terça 23
14H30, 18H00, 21H30

Le Bassin de J.W.
Quarta 24, Quinta 25
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

As Bodas de Deus
Sexta 26, Sábado 27
14H30, 18H00, 21H30

Branca de Neve
Domingo 28, Segunda 29
14H30, 17H00, 19H30, 22H00

Vai e Vem
Terça 30, Quarta 31
14H30, 18H00, 21H30

Quinta 1
Recordações da Casa Amarela - 14H30
A Comédia de Deus - 18H00
As Bodas de Deus - 21H30
Sextas, Sábados e Segundas também às 00H30

Escrito por jm às 20h40... | Comentários (1)

óbvio

é certo. está confirmado. hoje é mais um dia!... para alguns já foi!

Escrito por jm às 17h10... | Comentários (3)

10 de dezembro, 2003

palavrar

ontem. silêncio. negro. luz. o brilho da pele. negro. luz. a pele. a flor. rosto. a flor. face. nobre. sol. negro. a luz. sol. pele. negra. luz. lua. o brilho do cabelo. luz. brisa. vento. abrigo. corpo. negro. pele. corpo. abrigo. hoje.

Escrito por jm às 21h47... | Comentários (4)

biased (update)

a lista do biased nasceu num post aqui!

a lista já tem alguma dimensão... são escritores na net! agora para fácil consulta e para todos os que aqui vêm ou por acaso aqui param.. a lista já aparece no lado esquerdo desta janela!! para vê-la basta carregar no +

conto sempre com o contributo de quem saiba mais :)




ps.1 a lista do biased é uma lista com escritores (ficção, poesia, teatro, ...) que estão on line com blogs ou nem por isso, mas com comunicação sempre actual com o mundo exterior...
ps.2 este post irá subindo sempre que haja um update

Escrito por jm às 16h58...

yeah!

i got needs
i got urge
i got power
(...)
i got soul
i'm just a man
                        Paulo Furtado

Escrito por jm às 15h16... | Comentários (2)

9 de dezembro, 2003

(des)

brinco apenas quando te vejo escarranchado
sobre o poial à procura de um quintal
brinco apenas julgando-te com a divertida ausência
de imaginação pós-natal esborrachado por um temporal

Escrito por jm às 20h38... | Comentários (0)

dizias...

                                                love is natural and real
                                                but not for those such as you and I

                                                                        Morrissey

pretendias sobreviver à chuva? às inundações? ao vento? as intempéries ficarão por muito tempo, erodindo a geografia em volta à falta de piores males. tu não sobreviverás nem às doenças nem às invenções dos teus pares. serás morto não pela chuva nem pelo vento, nem afogado em lama, mas sim pelo companheiro de luta que te tocará no ombro e te negará a vitória sobre o inimigo. esse teu companheiro é pega. o teu ombro é o meio de comunicação fraco. esse teu companheiro é mentiroso e traz uma máscara. não é cego, no entanto, só vê o que pretende... a espuma das tuas palavras arrastada pelas águas é a pretensa imagem que quem olha não vê.

Escrito por jm às 19h24... | Comentários (0)

bigger than others

From the ice-age to the dole-age
There is but one concern
I have just discovered :

Some girls are bigger than others
Some girls are bigger than others
Some girl's mothers are bigger than
Other girl's mothers

Some girls are bigger than others
Some girls are bigger than others
Some girl's mothers are bigger than
Other girl's mothers

As Anthony said to Cleopatra
As he opened a crate of ale:
Oh, I say:

Some girls are bigger than others
Some girls are bigger than others
Some girl's mothers are bigger than
Other girl's mothers

Some girls are bigger than others
Some girls are bigger than others
Some girl's mothers are bigger than
Other girl's mothers

Send me the pillow...
The one that you dream on...
Send me the pillow...
The one that you dream on...
And I'll send you mine

                                                                        Morrissey

Escrito por jm às 12h51... | Comentários (2)

o mangalho

a moca de rio maior, à falta de mangalho, é ainda racionalizada. de cada vez que visitei a zona, e poucas não foram, chamaram-me facho, verbalmente ou em pensamento. e em cada casa lá estava a moca e uma mulher sorridente! eu sou um dos fachos da cidade.

sempre gozei com a moca, lá e fora de lá, mas só gozei com a moca ao pé dos que gostam dela! e fazem-me caretas, os com falta de mangalho.

agora, já não gozo com a moca. gozo com a falta de mangalho e gozo com a mulher sorridente na casa do que o não tem. onde arranjará ela aquele sorriso? irá para cama com o irmão? ou fará do chá com a vizinha momentos mais íntimos?

sem filhos a mulher sorri às crianças que brincam na eira. há lá uns rapazinhos bem bonitos! já nasceram depois da moca! já devem ter mangalho. deixai-os crescer um pouco mais... deixai-os viver um pouco mais, que logo lhes tira o leite.

comparável à moca de rio maior, só a história do leão!

Escrito por jm às 11h35... | Comentários (2)

8 de dezembro, 2003

7 de dezembro, 2003

carta de incenso

quero apenas agradecer a quem vem aqui partilhar o seu silêncio nestes tempos de chuva e frio. nestes e noutros tempos.

nunca dei prendas de natal a desconhecidos... gosto de dar prendas quando posso e quando me apetece. agora, quase na bancarrota, sinto um tédio descomunal com a alegria fantástica que se adquire... tantos de nós sabemos que o dia-a-dia precisa ser quebrado por uma brisa de esperança e é nesta altura, em que o vento sopra demasiado, que a generalidade das pessoas pretende ser contente.

a canícula destes verões assassinos é que precisa dessa boa disposição. eu gosto das luzes e gosto dos sorrisos das crianças contentes e carregadas com os sacos. imagino as crianças na noite de natal ansiosas ou na manhã do próprio dia... prefiro os espanhois que recebem os reis magos.

eu não estou contente. gosto de pensar no pequeno sorriso que possa trazer a alguns com as prendas que me lembrei de comprar... mas a mim o que me falta é ver as pessoas como elas são.. as pessoas de quem gosto... afastar os outros para longe e poder estar com quem gosto sem me incomodar.

nunca dei prendas de natal a desconhecidos, escrevi. na verdade não faço mais do que isso com algumas pessoas por quem nutro amor. e sinto em mim um calor tão grande quando as vejo.

tenho saudades do ps, da cm e do g. tenho saudades de estar estando com o jpc, tenho saudades de ouvir o l.. tenho saudades dos meus pais, que lhes roubaram tempo para viver. tenho saudades da maria, do hugo, da v., da marta e da maggie. tenho saudades da s., a que tenho nos olhos há mais anos.

e o natal faz-me pensar que os posso perder a todos. o natal é, para mim, sinal de morte e não de nascimento. morre-se no natal como nos outros dias. nasce-se no natal como nos outros dias. escrevo para aqui este monte de vazio como se o mar me já tivesse sepultado.

gosto das luzes de natal quando são bonitas. quando são bem pensadas. tornei-me meticuloso demais. as luzes de natal têm que ser pensadas? as estrelas do céu estão lá! não chegam? as luzes de natal só são bonitas quando me agradam. o mesmo deve acontecer consigo, não?

gosto das crianças sorrindo, mesmo que não saibam porquê. gosto delas olhando boquiarbertas para a minha barba feia. para a minha cara estranha. gosto quando se riem de mim :) e gosto quando embirram com a mais feia das cores e mesmo assim a admiram com o sorriso mais sincero. e gosto quando guiadas por um adulto vão arrastando pela rua um saco grande do tamanho delas.

se calhar o que me falta é conhecer a neve. ter um saco grande do meu tamanho, cheio de algodão, que eu arraste enquanto alguém me encaminha por entre as pernas de transeuntes que por graça me sorriem com a beata pendurada nos lábios.

todos os anos penso que beijos e abraços poderiam ser suficientes. todos os anos sinto-me cada vez mais longe das pessoas... mais longe da emoção que sinto quando sorrio... sinto-me leve quando sorrio a esta gente... quem for atento notará nos meus músculos menos tensãp, nos meus olhos um certo brilho e na minha boca um sorriso sincero... que se mantém.. que fica sem palavras.

todos os anos, todos os dias sou assim. todos os dias abomino o natal e as festas da sociedade. comemore-se a vontade de estar vivo todos os dias... se eu tivesse aprendido isto com a sociedade, talvez vos alegrasse mais.

o natal é feio. é uma mistura de dinheiro com alegrias falsas...

gosto dos sorrisos honestos, mesmo no natal. gosto das crianças e dos adultos que não se perderam desse mundo. gosto de aprender com eles um natal para todos os dias que são dias de vida.

Escrito por jm às 23h44... | Comentários (6)

crestão

crescem-lhe as banhas ao bode. pobre do animal que sofre uma vez e não o deixam esquecer para todo o sempre que é crestão no corpo e na alma. tantas vezes se julga cavalo, apesar de falta de bom andar, mas o que é é bode maltratado pela santa família que o acode.

é bode em nome do senhor. defende os seus direitos e pensa como o que lhe falta e está enterrado... na alma santa e recalcada. senhor, orai por ele: corno.

Escrito por jm às 22h54... | Comentários (0)

espero acompanhado

na entrada espero surgiu um comentário de margem, que resolvi expôr com a imagem por ter pleno significado para a imagem e, pelos vistos, para as nossas vidas.

Escrito por jm às 22h26... | Comentários (0)

entry

chegou a noite devagar. faz frio lá fora. quente cá dentro. é bom este habitar.

esqueço o mais. o menos sou eu preguiçoso. um sorriso.

Escrito por jm às 17h24... | Comentários (4)

6 de dezembro, 2003

coscuvilhice

no Formulário da Grande Reportagem de hoje, a directora da revista Ler completa uma frase e acaba por formular um desabafo:

Já não há pachorra para... tantos fios, tão poucos horizontes...

Escrito por jm às 21h43... | Comentários (0)

non grata

palavra aberta
fechada

começa com um â
passa por ô
enrola a língua
termina num u

para alguns é sempre trancada
para outros nunca é falada

Escrito por jm às 01h47... | Comentários (5)

dão-se alvíssaras

não tenho palavras a mais.. tenho de menos
tenho de mais o ruído... tenho de sobra

vai a leilão, senhor doutor, o ruído do meu coração?

tenho o silêncio para te cantar a minha história
não tenho dinheiro para comprar
tenho de sobra para vender a doença
espanto-me, talvez, que não compreendas

vai para o adro carregar a tua cruz
anda com ela às voltas e o padre que te benza

Escrito por jm às 01h22... | Comentários (2)

kay kay kay

we are going to play hard now! we are going to play hard and kill the soul u might have inside... o! we find no soul in u. o we find no soul in u... u're frightful!!

we are going to play soft on you. gonna take an eye ball from your face... and then... let's play ball!!

Escrito por jm às 01h16... | Comentários (2)

5 de dezembro, 2003

espero

lowtide, ©ParkeHarrison
Lowtide, ©ParkeHarrison, 2002


          - que fazes ?
          - nada. acorrentaram-me a este mar. condenaram-me a esta escravidão: à mercê das marés.
          - que queres fazer?
          - não importa o querer. só o poder... e eu não posso nada.
          - posso pedir que me acorrentem perto de ti.
          - farias isso por mim? um companheiro...
          - não. faria isso por mim. quero poder olhar o fim de frente.

texto de margem

Escrito por jm às 11h49... | Comentários (6)

4 de dezembro, 2003

solene

sacrifício

Escrito por jm às 23h30... | Comentários (0)

for a fucking christ

o depósito de alegrias, lda. ainda não distribui na minha zona. este depósito, criado por tecnocratas e amigos do interesse público, pretende alargar o seu raio de acção a todo o país.

seja feliz, pela sua mãezinha e em nome de Jesus Cristo, é o slogan principal da campanha: Portugal é bom consigo feliz!.

nos projectos iniciais ter-se-á pensado num slogan secundário: a minha felicidade depende da sua, mas não foi bem aceite por demonstrar objectivamente o intuito desta empresa.

Escrito por jm às 13h01... | Comentários (0)

quando eu era pequeno

lembro-me de poucas coisas de pequeno. não me lembro de momentos de sorrir. lembro-me de chorar. de discutir. mas lembro-me de beijar a menina que partilhava a secretária comigo. de beijar algumas meninas com quem brincava. mas não me lembro de brincar. lembro-me de lamber as feridas de quando caía no recreio. lembro-me de ter boas notas e não estudar nada. eu era pequeno, não cresci muito mais, mas "quando eu era pequeno" é algo que me transmite sentimentos near zero. a juventude trás muito pouco também... e o passado recente é quase todo feito de imaginação. misturo realidade com ficção. quando eu for velho não me vou lembrar de quase nada, é melhor assim.

Escrito por jm às 12h36... | Comentários (6)

3 de dezembro, 2003

também no correio

na volta do correio chegaram também duas revistas: Correntes d'Escritas 1 e 2, com dossiers sobre Sebastião Alba (Fev/2002) e Sophia de Mello Breyner Andresen (Fev/2003), respectivamente. edição da C.M. Póvoa do Varzim e do Casino da mesma cidade.

correntes d'escrita 1

Escrito por jm às 13h09... | Comentários (4)

Geroi Sevastopolia

ouço gaivotas. ouço tormentos de alcatrão e nafta. ouço o medo a entranhar-se pela pele a-dentro. foge daí, foge daí, não morras aí, não morras aí.

e a porra é o mundo inteiro ser tão irrelevante para quem arma e mata e desarma e mata e negoceia a vida como se fosse sua a vida que é de todos os seres.

ouço o mar em pranto. chorando lágrimas negras. pesadas. arrastando consigo para a morte os seus filhos. criaturas do seu mundo sem mundo. devo-lhes a eternidade e morro culpado.

Escrito por jm às 01h57... | Comentários (2)

palavras escritas

hakim beyNão façais Terrorismo Poético para outros artistas, fazei-o para pessoas incapazes de perceber (ao menos por alguns instantes) que aquilo que haveis feito é arte.


Hakim Bey, in Terrorismo Poético

Escrito por jm às 01h45... | Comentários (0)

pub

querem um livro? não sabem o que hão-de comprar? aqui está uma sugestão!

Escrito por jm às 01h03... | Comentários (0)

2 de dezembro, 2003

vénia

a correspondência está atrasada. parece-me que tenho de responder ao mundo. mas o mundo não espera carta minha. ah! é bom respirar aliviado da pressão das respostas. mas há respostas a precisar de perguntas. e... blá blá blá blá recebi dois livros que ainda não agradeci... eu!! transparência. vou em breve, muito em breve, falar-vos de quatro poemas e 3 fotografias e de um penso sujo. muito obrigado! hei-de responder por carta para o correio electrónico.

Escrito por jm às 22h43... | Comentários (2)