as coisas irritam e, por vezes, prefiro silenciar a minha irritação do que colocar por escrito, aqui ou noutro sítio, o que quer que seja. mas, hoje, escrevo algo... vazio:
a guerra que se assiste daqui e que muitos vivem, é um exemplo crasso de apropriação de emoções e de renascimento da ideia ter pena de.... neste caso, particular, ter pena de quem sofre os males do mundo governado por um déspota e ter pena da possibilidade desse déspota atingir o outro mundo. depois, há que ter pena de nós mesmos, cabisbaixos ministros de Deus, que sofrem as agruras das cruzadas. cruzadas lideradas por déspotas modernos, que se resguardam por trás de democracias reais, mas moldáveis às necessidades...
a nossa democracia, recente... pura... virgem... mas que nem o diabo procura, segue cega. segue todos.. ou todos seguem a moda que lhes diz mais, que lhes diz qualquer coisa mais próxima dos corações... as emoções apelativas das figuras tão maternas da pintura...
num chorrilho de idiotices, que aqui assumo enquanto minhas e apenas minhas... seria mais prometedor afagar os corpos sumptuosos dessas ninfas maiores e lindas.

devagar... muito devagar... como que a andar com caracois.
afasto-me, triste, por não poder levar comigo um sorriso. estou preso a tão poucos fios... que sempre foram a minha corda... que deixaram de ser a minha certeza em algo menos físico, menos real.
vou entrar num período de mutação.. uma merda qualquer a encher-me de merda.
alguém teve os tomates bem verdes e grandes para me meter no sítio com uma pergunta: tem algum livro escrito? - mesmo que a pessoa em questão não se tenha apercebido de nada! e arrumo as minhas botas... claro que a simpatia da pergunta foi grande e gentil!
e o caos em que me tornei pela inoperacionalidade é responsabilidade minha. ponto! estou mesmo farto de tudo e escrever parece ser um exercício distante... alguém se lembra do Júlio? do Janus?... pois... eu suspeitava que os erros que se fazem cá, cá se pagam!
notas de Janus, num caderninho verde:
ontem tive medo. a rua estava fria e incomodava-me. encostei-me a uma parede. senti-me mal! enfim... acabei por ir tomar café com um desconhecido que me ajudou [...] acordei bem. encontrei-o na cozinha, bem disposto! [...]
notas do ser:
recomecei a pensar. a pensar que poderia deixar de pensar para sempre e ser mais contente! contente com a vida. passear pelos cafés com a minha companheira. o que faço agora é sorrir para as mamas da rapariga morena que passa e comentar tal facto com a minha companheira. saber que a minha companheira partilha comigo um amor único, que não consigo entrever na maioria das pessoas que conheço... também não quero ser igual a ninguém. mas ser feliz... não é um objectivo, é uma curiosidade... o que será ser feliz?
o ser das notas:
estou farto de não escrever mesmo! estou farto de não ter tempo para pensar em escrever e sobre o quê escrever. preciso de partilhar zero tempo com o ruído e a intromissão da pressão psicológica. quero morrer para o mundo, para que o mundo me deixe viver como eu quero. já pensei em acabar com o Rain e abrir um log novo... mas não vale a pena... vou escrever um livro: "puta!" que focará o zero existêncial dos casais jovens ou menos jovens ... enfim.. acho que os trintões e os de fins da década dos vinte são uma excelente base de trabalho...
as lamúrias:
e pronto. como vêem, não há estômago que aguente!
os mais habituais já devem ter reparado no chorrilho de pop ups que surgem ao abrir o Rain... desculpem. os servidores portugueses não oferecem nada, mesmo que se lhes pague num serviço não gratuito como a Netcabo... não permitem acesso remoto a FTP de redes não portuguesas: "para protecção do cliente". não fosse eu defender-me dos portugueses, e a minha vida seria um maior caos.
posto isto. bardamerda senhores doutores da mula russa! e engenheiros de obras feitas que me fazem esperar 2 horas por uma presença de cinco minutos para um autografo e uma vistoria sobre uma operação concluída hora e meia antes.
e eu jumento da pior categoria ainda tenho que me julgar feliz?!
o silêncio que se demonstra e corrompe a felicidade dos que se sentem acomodados à fala, é bonito.
não tenho que dizer mais nada.