17 de junho, 2005

desconforto

guardo o cheiro da chuva num frasco amarelo com tampa branca de rosca.

abro-o sempre que o calor chega demasiado cedo.

pelo que vejo, já nunca chega demasiado cedo. pelo que sinto, o calendário não tem importância para as condições climatéricas.

será difícil recuperar o cheiro da chuva, agora. a canícula é o tempo deste território em que habito.

só nos corpos poderei encontrar abrigo. mas são tantos os que têm sede.

Escrito por jm às 02h14...




Comentários

de uma forma poética, falas bem do "desconforto", jm. gostei :)

e depois pensei: uma ideia bonita, como que um sonho, se cada um pudesse guardar num pequeno frasquinho todos os aromas que lhe permitissem respirar um pouco melhor o seu mundo

Escrito aqui por margem em 21 de junho, 2005 às 12h26