já não chove. e quando chover vão chamar-lhe dilúvio. e virá o sr. padre anunciar os males do demo. e virá o sr. agricultor exigir a calamidade para o bolso. já não chove. salobre. intragável juventude que não conhece o deserto. estúpido. eu. ignorante da poesia. do deserto. e da porra poética. puta ólinda rainha dos reinos de aquém. no além é já depois. já não chove.
Escrito por jm às 17h16...Se o poço secar. Se o dia findar. Se o corpo arrefecer. Qualquer poesia emudece nas mãos calejadas do ofício. Mas se a chuva vier... Se ele que mal fala disser... Se eu abrir os olhos quando acordar... Toda e nenhuma poesia se extingue no embate dos corpos encandescidos na água-lava do esperma do amor.
Escrito aqui por a.morais em 7 de março, 2005 às 20h37