o corpo. escrevo o corpo e fico limitado ao universo possível da desconstrução anatómica. uma perna. a barriga. uma barriga da perna. uma coxa. mas se o corpo morre o todo morre. as partes morrem. se de manhã vir o teu olho branco e um sorriso nos lábios que hei-de pensar? quantas horas passaram após a última inspiração?
vejo a lua emagrecer. o espelho de luz ofusca-me os quase nenhuns pensamentos. minguam na mesma medida da lua. negros. cada vez mais.
Escrito por jm às 10h17...