a águia levantou em direcção ao satélite, o terceiro artificial, colocado a rodar em volta das minhas orelhas. sinto um pouco a vertigem do desequilíbrio, mas aguento a pressão que me fazes com a língua sobre o temporal.
sinto-me bem. olho-te e sinto-me bem. olho-te e não és tu. uma imagem de alguém. do vazio. uma sombra. descubro. olho-te no olho enquanto me equilibras com uma mão agarrando o meu sexo. e me pressionas com a língua.
nunca estiveste aqui. lembro-me perfeitamente. nunca te vi. acredito que não me esqueci. as recordações dos baús são lembradas. não me esqueci de ti. tu não existes. não te poderei esquecer. no futuro tenho saudades de ti.
Escrito por jm às 11h24...