17 de janeiro, 2005

jetable

dos últimos suspiros, dos imensos sem valor - quase todos -, que dei, guardo a lembrança de me ter esquecido do laço azul que atava o embrulho. deixei-o sobre a pedra da pia baptismal. era pequeno e o catolicismo perseguia-me, como um inimigo persegue o seu inimigo para o convencer da sua verdade. tinha uns meses, seria assim? tão triste história dos últimos suspiros.

história melhor poderia contar-te eu. se soubesse os números para além das horas e dos minutos. lembro-me do sol sobre o cume da montanha. naquele amontoado de granitos, a meia encosta, pariu a parva da cabra sem esperar que eu a segurasse. ainda tentei agarrá-la, mas o cabrito rolou pelas rochas. tivesse eu atado a cabra à árvore, como tinha costume. mas esqueci-me da corda sobre o poial do curral.

Escrito por jm às 21h54...




Comentários

cof, cof, repito

(he he, faz-me lembrar o "não querer nada que permita fazer nós")

Escrito aqui por margarete em 18 de janeiro, 2005 às 09h42

Tens livros publicados? É que se não os tiveres é uma vegonha!

Escrito aqui por Neo-normal em 19 de janeiro, 2005 às 17h06