21 de novembro, 2004

thoughts for a scavenger

glastonbury abby, 1997

não me explicas a existência? o sentir das almas num repositório animado pelos olhos e lágrimas dos vivos? a existência que deixaste para trás ou lá para frente, se a morte for tão só um retroceder ao ponto de partida.

não me dizes do ar que se respira, húmido e fresco, por entre o verde e o azul e as pedras velhas, sobreviventes da história e à história que tantos contam? já mortos tantas vezes, com gemidos insistentes nas dobradiças de portas de madeira centenária.

passa por essa estrada. agora. neste momento como se fosse o nunca. e este é o nunca nos conhecermos e, afinal, é uma mentira toda esta coisa que se escreve e confunde com o sangue que corre nos corpos animais.

[...]

se dançares fecha os olhos, esse crisântemo é a imagem do coração adormecendo.

Escrito por jm às 20h03...




Comentários

Será uma mentira, mas se se confunde com o sangue é uma mentira capaz de erguer sonhos e desejos. É uma mentira boa.

Escrito aqui por Sara Figueiredo Costa em 22 de novembro, 2004 às 09h27

não compreende o quanto é difícil dançar sem pernas e descansar apenas com pensamentos...

Escrito aqui por hemiliene em 23 de novembro, 2004 às 22h08