se me reflectires o desejo do passado e do futuro que nunca esqueço tu és o que nunca foste nem serás num presente imundo de barro e água meu amor minha amora silvestre encantada em bagos baguinhos de ácido e cor
trejeitos dos lábios quando estalas a língua no palato e sentes viva ainda a larva de inúteis sons palavras a sair da tua cabeça pesada leve leve pesada quando se repetem qual martelo martelando um prego de 20 centímetros em madeira velha amarga
quão triste o presente esse imaginado mundo em que almejamos mas não alcançamos empurramos a dor para a frente sem que se separe de nós corpos almas espíritos convencidos de qualquer desgraça e graça rimos ao espelho em convenção de saliva acumulada e branca às vezes amarela qual transparecer de raiva ineficaz mordemo-nos a nós mesmos para sacrificar o mundo de micróbios que transportamos por essas ruas e transportes públicos somos em nós doença e salvação públicas
[...]
quando dançares lembra-te dos pés dos levantares dos trazeres até mim depois vamos deitarmo-nos num abraço de paixão
Escrito por jm às 21h48...agradeço a consideração, mesmu não sendo esta pra mim e desculpas pela demora...
Escrito aqui por hemiliene em 23 de novembro, 2004 às 22h03