sabes, gentil, o cromado
frigorífico dos apliques
nos automóveis está fora da moda
titânio ou azul tunning
na incapacitante ignorância dos ébrios.
gentil, alma tua
que me refresca como sumo de laranja e limão
vindo dessa fonte fresca definida
pela electricidade do mundo moderno.
vens tu de onde?, pergunto
ao gelo ausente do enregelado absinto.
virás de cromados e metalizados frigoríficos
com a internet à distância de um toque tão perto.
prefiro os mamilos do teu corpo,
gentil, tocando-lhe para descobrir o teu calor
dentro sem cromados nem titânios
zumbido-me na cabeça veloz.