22 de novembro, 2003

de-pressão

esqueceu o relógio em casa. na rua andou em passo certo calibrado pela memória do tic tac do relógio de parede da casa dos avós. ding dong ding ding ding dong. o barulho da tormenta e pouco mais. na rua passeou com a pressa do relógio e monótono como se em letargia. tic tac tic tac. para atravessar a estrada. o sinal vermelho o peão parado era ding dong ding ding ding dong! ia contando os minutos e os conjuntos de minutos que eram partes de hora. chegaria atrasado? chegaria atrasado? chegaria atrasado? chegaria atrasado? chegaria atrasado? ouviu na sua cabeça o partir de um vidro e areia a escorregar. vinha caminhando pelo tempo de um relógio da imaginação, mas afinal era uma ampulheta. agora não valia a pena a tentativa de saber o tempo gasto. chegaria quando chegasse. ding dong! a porta abriu-se e ouviu: foste o primeiro a chegar!

Escrito por jm às 17h24...




Comentários