numa destas noites discutia com algumas pessoas o tema das presidenciais: de quem será o candidato da esquerda? pois, o candidato da esquerda, não das múltiplas esquerdas.
a razão verá pesar a direita, circunstancial e oportunista, ela saber-nos-á indicar com precisão a escolha do Alberto João ou outra ainda por criar, mas e a esquerda?
falou-se num nome que me agradou, mas existe um possível problema para a mentalidade mesquinha do povo que luta sangue e suor por um rectângulo mínimo... assim, será que a esquerda vai votar no Freitas?
as europeias e o possível referendo à constituição europeia já me estão a fazer comichão, mas a conjuntura obriga a marcar uma luta cerrada à direita e aos salões de chá.
o(s) constitucionalista(s) que se lembrou da regra básica de que dia de referendo não será nunca dia de eleição, revela-o pensante e promotor contra a instrumentalização do referendo, que não tem a ver com partidos mas com consciência e cidadania.
mudar a lei em benefício da governação presente e futura, parece ser um dos motes deste governo. ao se permitir uma votação para eleições e referendo num mesmo dia, não existirá mais que um espelhar partidário politizado nos resultados.
no que diz respeito à constituição, a falata de informação é tanta que a maiorira não tem nenhum interesse em promover a educção necessária sobre o tema, preferindo um referendo sem informação a nenhum referendo, estabelecendo a propósito de que o povo decidiu.
não estou a emitir qualquer opinião contra ou a favor da constituição europeia, quero sim afirmar que a maioria de direita não pretende mais do que o conforto dos bastidores para agir e tomar decisões de tão grande importância.
para download: Projecto de Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa