sorrimos im-puros com a chuva frágil a pedir licença para entrar
sorrimos por não haver mais a fazer na tristeza que somos
enquanto gente enquanto grupo de pessoas apontadas e descritas em condições específicas
em manuais escolares e religiosos
sons de púlpito instruídos por superiores ordens
senhores vinde e deixai que as vossas crianças não assistam ao vosso fim
não esperamos mais do tempo que a vida que nos é permitida, ouço
mas ninguém espera a morte? sinal real de uma vida gasta e usufruída
ninguém espera porque nem uma vida é
gasta e usufruída. que lhe valha a morte para a coroar.
enfim cai chuva sobre as cabeças sob o céu nublado
permitindo que nos lavemos das agruras impostas e vestidas
quais formas de roupa disformando os corpos
mesmo assim sorrimos para não haver diferenças
nem gargalhadas nem palavras de júbilo
deixem-nos morrer em paz, merecemos já o véu negro
das viúvas das praias ocidentais
... oLHA..será que somos família?!??! Serás do ramo dos tios Gotos que emigraram para as Américas??! És da família?!?!?
Escrito aqui por Gotinha em 8 de outubro, 2003 às 00h42pois que não conheço esses tais Gotos, Gotinha ;)
mas com prazer partirei para os conhecer melhor e, porque não, por lá ficar!
Escrito aqui por jm em 8 de outubro, 2003 às 02h56