3 de outubro, 2003

antídoto

the antidote, Moonspelladquiri a versão limitada de The antidote/Antídoto, CD/Livro, dos Moonspell e de José Luís Peixoto, respectivamente. Esta versão é dirigida a quem gosta da música dos Moonspell e não a quem gosta e conhece os traços de Peixoto. Limitada a 2000 exemplares numerados, a versão oferece o livro, com as dimensões conhecidas das caixas de CD, em capa dura e com duas bolsas, quais badanas, uma com o CD e outra com o respectivo booklet. Tudo protegido por uma simples caixa de papel.

Excelente design e art work, onde o pecadilho único é a imagem que apresenta Antídoto (o livro) e que é um simples tratamento da capa da edição comum do livro (à dir.), que é uma imagem de imperceptível gosto... vão vê-lo às livrarias.

antídoto, José Luís PeixotoO CD contém a tradução para inglês do livro, por Robert Zenith, em versão multimédia e ainda o video de uma das faixas do álbum dos Moonspell, Everything Invaded.

E para quem não gosta da banda portuguesa, vão ver a capa do livro e tragam-no com vocês, apesar da capa! Gostei muito do livro, a prosa poética de Peixoto está viva, é reconhecível e encontra-se renovada! O livro comporta dez contos cujo tema comum é o medo... os dez contos acompanham os dez temas do álbum dos Moonspell, sucedendo-se num clima de permanente esperança... de permanente erro.

Tinham entrado para sempre nos seus corpos e progrediam em direcção ao lugar mais íntimo, aquele onde guardavam a ternura e o desejo(...).

Durante a minha leitura, assisti ao encadeamento das personagens numa história em procura do antídoto para o medo. Peixoto renova-se na sua prosa poética por ter deixado cair as suas repetições imensas, permitindo uma acção mais contudente e liberta de amarras. As personagens surgem de encontro umas às outras, seguem juntas para um destino comum.

Em Antídoto olhamos novamente para o Sul, para a vida que roubamos ao Sul... o Sul, esse mundo de afecto sem afectos de montes abandonados no coração das suas gentes, de pedras e terra a que regressamos pelas próprias mãos.

No que diz respeito à música, não direi muito, gosto dos Moonspell pela sua força e pelas linhas de Fernando Ribeiro, letrista e vocalista. Considero este álbum melhor que o anterior... mas o meu olhar pode ser enviesado.

Os meus dedos a deslizarem pela superfície da pele das tuas mãos.

Escrito por jm às 02h12...




Comentários

As palavras do José Luís Peixoto entranham-se na pele. Estes contos lembrar-me-ão, enternamente, o despertar de um grande amor. A música, essa, é a de sempre. A da minha vida.
É, simplesmente, imperdível...

Escrito aqui por Senhora das estrelas em 5 de outubro, 2003 às 16h34

Confesso estar cheio de curiosidade, a ver vamos ;-)

Escrito aqui por Luis em 5 de outubro, 2003 às 16h52

Também comprei o CD + livro e, mais tarde o livro sozinho. Confesso que gostei bastante dos contos mas outra coisa não seria de esperar já que sdempre tenho apreciado a obra de José Luís Peixoto. Curiosamente acho que os contos vão buscar os diversos universos que ele criou nos seus livros: o amor familiar e a perda de morreste-me. O sul a dor e o suicidío de Nenhum olhar e o medo, a dor e a mutilação de Uma casa na escuridão.
Os moonspell são uma banda boa no género... só que eu não sou grande apreciador do género.

Escrito aqui por Pedro Farinha em 5 de outubro, 2003 às 23h59

José Luís Peixoto... O homem que sente com a alma e a transpõe para o papel de forma genuína e singular numa época em que as convenções e as tendências regem o ser humano.

Escrito aqui por Nádia em 24 de outubro, 2004 às 13h42