do café todos os dias sai um dos empregados em direcção à esquina o cão cheira-o e abana a cauda e abre a boca sedenta numa tina a água noutro recipiente um bocado de comida o cão come e protege-se o homem espera que o cão acabe de comer o cão acaba de comer e agradece como gente que agradece e parte abandonando a esquina ainda de manhã o homem vê-o ir e pensa até logo
Escrito por jm às 21h02...E há alguém que todos os dias repara que ...do café todos os dias sai um dos empregados em direcção à esquina o cão cheira-o e abana a cauda e abre a boca sedenta numa tina a água noutro recipiente um bocado de comida o cão come e protege-se o homem espera que o cão acabe de comer o cão acaba de comer e agradece como gente que agradece e parte abandonando a esquina ainda de manhã o homem vê-o ir e pensa até logo...
E tb esse alguém deve dizer-lhe até logo.
Ah, conheço-o; é o Estêves sem metafísica.
(...)
Como por um instinto divino o Estêves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Estêves!
;))
Escrito aqui por jm em 29 de setembro, 2003 às 11h23A insistência com a permanência da esquina é perturbadora.
O cão que parece não ter liberdade para se afastar e sair "dali" causa uma sensação de claustrofobia.
Isto...todos os dias e... até logo...
Sandra
Escrito aqui por Sandra em 29 de setembro, 2003 às 14h37