25 de setembro, 2003

s/ título

queria que me acompanhasses
vida fora
como uma vela
que me descobrisse o mundo
mas situo-me no lado incerto
onde bate o vento
e só te posso ensinar
nomes de árvores
cujo fruto se colhe numa próxima estação
por onde os comboios estendem
silvos aflitos



Ana Paula Inácio, in Vago pressentimento, azul por cima, p. 38

Escrito por jm às 16h20...




Comentários

Falas ou transcreves o que alguém disse? O "só" no sentido de apenas não é verdade, tu sabes! Beijo

Escrito aqui por Cookie em 25 de setembro, 2003 às 16h29

a poesia é este prazer, esta dor; o reconhecer de vidas num espelho de letras espalhadas por frases em forma desorganizada. esta minha explicação quase real, quase surreal é tão só desnecessária para a nossa vida e amizade.

e, sim, sei :)!

Escrito aqui por jm em 25 de setembro, 2003 às 16h37

O vento muda sempre de direcção...

Quanto ao que se ensina, a importância do conteúdo, é de interpretação muito objectiva. Mesmo que não pareça ou não se queira querer, há sempre encontros que se dão...

O "só" nunca é "só". Há sempre mais, muito mais...

Sandra :)

Escrito aqui por Sandra em 25 de setembro, 2003 às 19h26

o "só" pode ser sozinho e apenas "só".

Escrito aqui por jm em 27 de setembro, 2003 às 16h21

Sem dúvida...

Sandra

Escrito aqui por Sandra em 27 de setembro, 2003 às 18h02

acho que estão um bocado charrados.

Escrito aqui por cândida em 26 de janeiro, 2004 às 00h54