de manhã levanta-se o cão do seu espaço e nota ao virar da esquina o vazio do tempo o casal partiu hão muitas horas daquela parede encosto de reconhecimento físico o cão alçou a perna e urinou depois de se reconhecer na rocha trabalhada passou por ele Júlio que o olhou com olhos de cão triste com a permanente vontade de o levar para longe do abandono
Escrito por jm às 00h05...Tudo tem tendência para se "eclipsar"? Para desaparecer? Para ser engolido pelo Tempo? E o que fica de um hipotético real? Nada? A lembrança do Nada? Vitória do Surreal? Vitória do Abandono? Fixação daquilo que realmente é? Ou desmaterialização despudorada de um Nada se quiz ser alguma coisa?
Sandra
:) Para ti.
Escrito aqui por Sandra em 25 de setembro, 2003 às 13h01não sei dizer de mim o que os outros me dizem. olho apenas e escrevo (sobre) o que vejo. :)
Escrito aqui por jm em 25 de setembro, 2003 às 15h24Já é bom se interiorizares e vislumbrares, em ti, pelo menos um pouco do significado daquilo que os outros te dizem. Será difícil? Se sim, vale a pena tentar descobrir porquê.
O alcance da plenitude (absoluta) do que se escreve sobre o que se vê, só é uma realidade efectiva (não fictícia ou falseadora) que houver um olhar prévio do "eu" e uma consciencialização daquilo que este realmente é (ou que é em potência).
Sandra :)
Escrito aqui por Sandra em 25 de setembro, 2003 às 18h06já não pretendo pensar para além do que já penso.
"doi-me a cabeça e o universo que se foda", foi algo que em memória do Pessoa escrevi e deve estar por aí nos arquivos.. e que representa o que penso sobre pensar para além das medidas.
agora que medida é esta para aqui pouco importa... mas pouco me interessam a maioria dos porquês.
não pretendo alcançar toda a realidade observada. grande parte do que escrevo só eu sei decifrar em que se baseia - isto é óbvio, claro LOL! -, mas aprecio a interpretação dos outros sobre a possível realidade que descortinam por detrás dos meus textos...
Escrito aqui por jm em 27 de setembro, 2003 às 16h36