a minha avó perguntava-me pela namorada passados anos pela noiva passados anos perguntava-me quem tinha morrido passados anos sorria-me confundida pelo tempo e pela diferença tristonha no sorriso de ambos quando nos abraçavamos e trocavamos olhares sou um monge urbano cheguei a dizer-lhe um monge duma nova era pensei para com os meus botões em todos os momentos poucas mulheres me saboreavam mais negro do que o negro das roupas o meu semblante carregou-se para sempre com a tristeza da vida com os sonhos sem frutos com as nuvens destruídas pelo vento
Escrito por jm às 00h45...