segunda é a minha quarta, um tempo explicado à normalidade social. o meio do tempo que os horários comuns têm dificuldade em entender. gostava que fizessem um calendário só para mim, onde a minha sexta fosse o dia que se revê na ansiedade do descanso. em vez disso tenho o sábado dos outros a exigir-me adrenalina e concentração no trabalho depois dos dias de descanso.
Escrito por jm às 13h51...e hoje é a minha Terça
normalmente, o dia mais complicado da semana
Gosto deste blog. Sem mais considerações, nem sequer escondidas por uma mensagem de email, gosto, e ponto.
Escrito aqui por Ri.Ma, em 22 de setembro, 2003 às 18h54jm:
este teu texto suscita-me questões em torno de:
- o modo do tempo
- a vivência psicológica do tempo (para além da integração física no tempo)
- a possibilidade interior de manipulação do tempo, apesar da integração e vivência quotidiana de outro tempo que, para os outros, é diferente
- o pensar ser possível institucionalizar outro tempo
- absorções e consumos diferenciados do tempo.
Um abraço,
Sandra
Escrito aqui por Sandra em 22 de setembro, 2003 às 23h20eu considero que muitas vezes se deva desmontar um texto... quero dizer eu desmontar um texto meu... neste caso é uma questão fácil.
o mote: o gozo de folgas fixas em dias que não os do vulgar fim de semana (Sáb. e Dom.).
público alvo: pessoas com folgas no vulgar fim de semana.
intenção: criar uma metafísica da desconstrução da ideia de calendário - colorido em Sáb. e Dom.. de como o indíviduo enquanto uno é autónomo e mereceria que os desvios à norma a que é obrigado(!!) fossem compensados por desvios paralelos da normalização.
Escrito aqui por jm em 23 de setembro, 2003 às 12h10Sandra,
os pontos que abordas são abrangidos pelo texto - tinha escrito "pela coisa", mas poderia não ser compreendido.
em particular, penso que, no 3º ponto, ao limitares ao interior estás a impedir os outros de interagirem e aceitarem a diferença. se retirares a palavra interior, a tua frase ganha uma dimensão muito grande e abrangente, e poderia servir de prancha para uma maior igualdade na aceitação da vivência do outro enquanto diferente.
Escrito aqui por jm em 23 de setembro, 2003 às 12h16O meu "interior" referia-se, tão só, a algo que era "trabalhado" por ti, "sentido" por ti e "vivênciado" psicologicamente por ti. Sozinho. Separadamente. Diferentemente.
Sandra :)
Escrito aqui por Sandra em 23 de setembro, 2003 às 21h31Sandra,
ah! então sou eu que quero escapar instintivamente a esse foco sobre mim. eu, aqui, transmito mensagens... eu, aqui, sou veículo, nada mais. ;)
Escrito aqui por jm em 23 de setembro, 2003 às 22h45