O filme O Mar é um excelente filme de 1999!
Gostaria de saber a razão que levou Paulo Branco (co-produtor) a só agora o apresentar entre nós. O filme esteve em exibição em Maio de 2000 na capital catalã, Barcelona, e por vários motivos não o fui ver - apanho-o agora, tão actual como há dois anos ou como no tempo em que a acção decorre.
O que se possa passar na tela e no âmago da fita é uma descrição do envolvimento entre a dor e o mar numa religiosidade dura e conservadora, com laivos de fanatismo e metamorfose.
A homossexualidade de O Mar não tem importãncia nenhuma! Não é relevante! Ela foi abordada de um ponto de vista natural e aceite por todos na contradição social que ela representa numa aldeia.. numa cidade.. na cabeça de gentes que permitem a sua existência pelo interesse da dávida: receber!
A dor e o sangue, a dor e o mar ... o mar: a quantidade de água de um rio num quadro com um aquário.. uma banheira em que se lavam corpos ansiosos por se exaurirem do passado e do presente... da intransponível concretização do desejo proibido.
Tur, Ramallo e Francisca são crianças simples, crescem entre nós nos dias de hoje, com medos diferentes e fanatismos de cariz semelhante.
O Mar vai estar em cartaz até à próxima quinta-feira, dia 14, no Ávila.