10 de agosto, 2002

apontamento:

- bom dia, júlio.
- bom dia.
- nunca dizes o meu nome, júlio! quando falas comigo, nunca dizes o meu nome.
- porque haveria eu de te dizer o teu nome? tu sabes o teu nome! sabes que eu sei o teu nome e só estamos aqui nós dois, não está aqui ninguém que o não saiba.
- gostava que o dissesses... às vezes, pode ser, júlio? é como um carinho. ouvi-lo vindo da tua boca é...é tão bom como estar no areal ao fim da tarde e ouvir o mar a rolar as pedras.
- não te prometo nada. talvez... sabes que se o fizer por obrigação é capaz de soar mal e tu já não gostares.
- ora, júlio! também não te queixas de eu dizer o teu nome! tu sabes o teu nome e parece-me ser mais óbvio tu saberes que eu sei o teu nome do que eu saber que tu sabes.. afinal, eu digo-o!
- nunca te obrigarei a não dizer o meu nome ou a ser diferente daquilo que és. a nossa relação não depende disso.
- não depende disso, é verdade. dormiste bem, júlio?
- sim! e tu?

Escrito por jm às 13h26...




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