3 de maio, 2003

olá a ti!

olá a ti!

a ti, eu digo, que Lisboa tem amanhecido com o céu limpo e me tem oferecido manhãs quentes e de sol contente. mais contente do que eu. sorridente, enquanto sinto a tua lonjura. tu estás longe. sinto que não te aproximarás. sinto que não serás menos do que uma lembrança ou mais do que sentimentos acumulados numa gaveta à mão, do enorme armário que é a memória.

a ti, pergunto-te, como estás? sinto instantes em que a pulsação cresce e se torna violentamente rápida. como estás, tu? esses lugares estranhos e imundos por onde tens andado, que vidas e experiências te trazem, se não um misto de esquecimento e embriaguez?

a ti, repito um olá! outro olá! mais estou cheio de vontade de o repetir ao Tejo do que ao vento na esperança de que me ouças. parece-me que o Tejo saiba melhor onde encontrarás estas letras agrupadas do que os sopros agitados da estrela solar.

a ti, digo adeus, como se fora um até já. sorrio um pouco e penso que me amarás sempre como eu te amo agora, que me esquecerás todos os dias em que te lembres de nós: presos num só laço de saudade.

Escrito por jm às 21h16...




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