este é um sítio distraído com a vida e com o mundo. depois de ter lido
Actualidades de Camus
Quatro Estórias de Edward Gorey
A Expressão dos Afectos de António Mega Ferreira
Angst de Luís Quintais
deambulado por outros e a ler Morte aos Feios do Boris Vian sob o pseudónimo Vernon Sullivan, reparo que não tenho tempo para ler... estes livros lêem-se rapidamente, este último comecei-o a ler ontem à noite e, se não tivesse que acordar a horas decentes, teria acabado de o ler antes do Sol nascer - ficou a pouco mais de metade.
Reparo que nesta distracção com a vida e com o mundo tenho escrito o suficiente para encher uma folha inexistente... e enquanto descubro mundos vizinhos, reparo, ainda, que o mundo dos blog se tornou razão de notícia nos media, nos jornais para ser mais exacto. Poderia pensar-se que bom! que fantástico! uma sub-cultura a emergir... pensar-se-ia errado!
Aqui, vocês lêem num blog, felizmente desconhecido e apático perante razões de eloquência jornalística. Esta eloquência advém da entrada neste mundo do Blogger.com do sr. José Pacheco Pereira, pessoa que respeito na boa razão de política apartidária. Este sr. veio tornar polémicos os discursos de jornalistas alfabetizados mas sem conhecimento da cultura, enquanto meio e modos de vida e não de intelectualidade. Os jornalistas chegam a enaltecer a chegada do sr. JPP como a marca fundadora para a credibilidade desta sub-cultura de intervenção.
Antes dele e de outros, estava cá eu - uma mera avestruz - e antes de mim, muitos outros fizeram deste meio, um caminho privilegiado de comunicação das venturas e das venturas do mundo. Mas - e dando importância à coisa - antes dele, já cá estavam - firmes e importantes - uma geração DN Jovem confirmada: Mexia e amigos, jornalistas como José Mario Silva, escritores como Possidónio Cachapa, amantes da cultura como os autores da Janela Indiscreta...
Uns mais sérios que outros, e ao contrário também, crescem os blogs como cogumelos... ou numa versão mais interessante, pilas erécteis e mamilos excitados numa filme de Pasolini não faltam por aí, cheios da petulância eterna que faz dos humanos o ser mais estúpido à face deste planeta.
[este post não foi acabado, mas também já não me apetece]