esta é a última, antes da próxima, memória que guardo do degredo.
os senhores da guerra estão irados e barulhentos, ouço-os tão longe: incomodativos.
penso no lindo movimento que anunciei e ao qual renuncio, agora. este local é de silêncios e não de movimentos de elegância questionável. assim, não vos direi o que penso pela simples razão de que não tenho pensamentos nem tempo para os ter nem me apetece ter.
alguns poetas são execráveis... ou nem por isso.. e os que nem por isso não são só poetas.. não se permitem ao parasitismo da cultura humana. hão pessoas poetas bonitas, outra feias e ainda outras que não se dá por elas, porque não incomodam uma mosca... e há quem morra e se deixe matar em consciência absoluta de uma nulidade inculcada e construída como a saída mais fácil, numa sociedade que admite a auto-exclusão e o suícidio como conceitos de controlo natural da raça humana.
foda-se! como é lindo estar certo das incertezas dos outros e não ter dúvidas enquanto alguém se mija pernas abaixo para nos transmitir uma ideia: tão incapazes de armar aos cucos!! isto é, pôr o ovo no ninho de outro!
estou muito contente, hoje! a vitória dos deuses... foi-me anunciada num jornal de actualidades. a vitória dos deuses e a minha morte no minuto anterior!